Pregões
Com nova alta, a Bovespa fecha nove pregões consecutivos de valorização, perto dos 67 mil pontos e somando ganhos de 7,40% no período. O Ibovespa subiu com ajuda de ações de empresas ligadas ao consumo, como Lojas Renner e Natura, e setor de construção, como Rossi, Cyrella, Gafisa. Vale PNA fechou com alta leve, mas durante o dia também deu fôlego ao índice. O índice da Bolsa de São Paulo fechou com ganho de 0,22%, aos 66.953,83 pontos, oscilando da mínima de 66.596,03 pontos (-0,32%) à máxima de 67.428,20 pontos (+0,93%). A um dia do fechamento do mês, acumula valorização de 9,88% no período; no ano, a perda é de 2,38%. O giro financeiro foi de R$ 5,526 bilhões, dos quais, R$ 699,869 milhões movimentados pelo papel Vale PNA.

Ações da Vale
Vale PNA subiu 0,05%, para R$ 42,52, enquanto Vale ON caiu 0,92%, para R$ 48,40. A mineradora anunciou que fará uma oferta pública voluntária de ações (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias da Paranapanema. Isso influenciou as ações da Paranapanema, que não fazem parte do Ibovespa. Paranapanema ON subiu 7,41%, para R$ 6,23, perto do preço por ação ordinária a ser pago pela Vale, que é de R$ 6,30 e que corresponde a um prêmio de 22,4% sobre a média ponderada pelo volume dos preços de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias.

Maiores altas
Natura e Lojas Renner estiveram entre as maiores altas do índice - Natura ON, na liderança do ranking, subiu 4,38%, enquanto Lojas Renner ON, na terceira posição, valorizou-se 3,79%. Também estiveram entre as maiores valorizações as ações Cyrella ON (+4,24%) e Rossi ON (+3,37%). Gafisa ON subiu 1,62%.

Perdas
Já as ações da Petrobras caíram. Investidores continuam resistentes à estatal por causa das incertezas sobre a exploração do pré-sal e do processo de capitalização. O papel ON cedeu 0,70%, para R$ 31,28, e o PN caiu 0,22%, para R$ 27,74. Telemar deu continuidade às perdas registradas anteontem. O papel ON liderou o ranking de baixas com queda de 8,07%; o PN recuou 4,90%; e Telemar PNA caiu 5,02%. Usiminas, que apresentou seu balanço do segundo trimestre logo cedo, terminou em queda de 3,42%, no papel ON, e de 2,04%, no PNA. O Dow Jones recuou 0,29%, para 10.467,16 pontos; o Nasdaq fechou em baixa de 0,57%, aos 2.251,69 pontos; e o S&P500 cedeu 0,42%, para 1,101,53 pontos. Os dados são preliminares.

Câmbio
Na véspera da formação da ptax que vai liquidar os contratos de agosto na próxima segunda-feira, o dólar pronto na BM&F fechou em queda de 0,25%, a R$ 1,7610, mesma cotação da moeda no balcão, onde o recuo foi de 0,51%. O câmbio doméstico oscilou entre a máxima de R$ 1,7690 e a mínima de R$ 1,7590. O giro interbancário em D+2 foi menor que o da quarta-feira, quando as mesas citaram um forte fluxo de entrada. O Banco Central não abandonou a prática de realizar leilões diários de compra no mercado à vista, ainda que adquirindo volume bem menor de divisas; a taxa de corte foi fixada em R$ 1,7652.

Euro
O euro circulou ao redor do patamar de US$ 1,31 ao longo de todo o dia de ontem e era negociado, perto das 16h40, a US$ 1,3087, de US$ 1,2988 ontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar, afetado pelas recomendações da Moody's para que os EUA não percam o rating AAA, caía para 86,83 ienes, de 87,44 ienes ontem à tarde em Nova York.

Juros
Os juros futuros encerraram o dia perto dos ajustes anteriores, com os contratos de longo prazo praticamente zerando o avanço visto pela manhã, passado o leilão de títulos prefixados do Tesouro. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (86.070 contratos), estável, projetava 10,72%; o DI janeiro de 2011 (411.870 contratos) projetava 10,82%, ante 10,83% ontem; o DI janeiro de 2012 (261.525 contratos) estava em 11,53%, de 11,54% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2014 (25.070 contratos) subia de 11,97% para 12,00%.
(Agência Estado)

mockup