MERCADO FINANCEIRO
Dólar
A piora do cenário nas Bolsas de Valores influenciou a taxa de câmbio brasileira, que acabou terminando a quarta-feira praticamente estável. O dólar, que chegou a tocar novamente o ''piso'' de R$ 1,75, reduziu a queda após a divulgação do ''Livro Bege'', relatório do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sobre a economia norte-americana.
Ritmo
O documento mostra que o ritmo de atividade econômica foi reduzido ou se manteve estável em algumas partes do país, revelando que a volta às boas condições ainda será difícil. Com isso, o humor dos investidores nas Bolsas norte-americanas, que era ruim desde o início do dia, piorou, puxando o mercado acionário doméstico para baixo.
Oscilação
Nesse cenário, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,771, alta de 0,05%, nas últimas operações. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,759 e R$ 1,774. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,88, em queda de 0,52%.
Estados Unidos
''O resultado de ontem no mercado de câmbio ocorreu basicamente por causa da piora nos Estados Unidos'', afirmou Marcos Trabold, da B&T corretora.
Das 12 regiões mapeadas pela autoridade monetária, a pesquisa indica que o crescimento ficou estável em Cleveland e em Kansas City, mas perdeu o fôlego em Atlanta e Chicago. Nas outras oito, a atividade foi descrita como modesta.
O alto desemprego, a cautela entre consumidores e empresários e um mercado imobiliário fraco impediram que a recuperação nos Estados Unidos ganhasse força.
Telefónica
No mercado doméstico, ontem o destaque ficou por conta do noticiário corporativo. A Telefónica anunciou que fechou acordo para comprar 50% do controle da operadora de telefonia celular Vivo, enquanto a Portugal Telecom -responsável pela venda da participação na Vivo- divulgou que vai adquirir, por até R$ 8,44 bilhões, 22% da brasileira Oi.
Banco Central
Além disso, Bradesco e Vivo divulgaram seus resultados - ambos registraram crescimentos nos lucros no segundo trimestre deste ano. Ainda no front doméstico, o Banco Central anunciou que a saída de dólares do país superou a entrada em US$ 2,304 bilhões em julho, até o dia 23. Em julho do ano passado, considerando o mesmo período, o fluxo cambial também estava negativo, em US$ 118 milhões.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas fecharam sem direção definida. No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista ficou estável em 10,72%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi de 10,84% para 10,83%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,52% para 11,55%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Europeias
As principais bolsas europeias fecharam em direções divergentes, com a queda das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos reascendendo os temores sobre o crescimento da economia norte-americana e apagando o otimismo com os balanços positivos de companhias, como a Infineon Technologies e a Deutsche Boerse. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,90 pontos (0,37%), para 257,21 pontos, interrompendo seis sessões consecutivas de alta.
Londres
O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 45,99 pontos (0,86%), a 5.319,68 pontos, após registrar ganhos modestos pela manhã de ontem. As ações blue chips ficaram sob pressão, enquanto os investidores consolidavam ganhos. ''Depois de subir cerca de 10% em relação ao seu nível mais baixo, o índice está começando a parecer pelo menos um pouco mais superaquecido no curto prazo'', disse Yusuf Heusen, da IG Index. Os traders também destacaram que o volume de negócios parece estar muito baixo. BP caiu 0,86%, British Airways perdeu 2%, Lloyds Banking Group cedeu 3,41% e Barclays Bank recuou 0,13%.
(Das agências)





