MERCADO FINANCEIRO
Alta consecutiva
O Ibovespa registrou ontem sua sétima alta consecutiva, com valorização modesta. Em Nova York, depois de um início positivo, o dia foi marcado pelo desânimo e os índices de ações fecharam em direções mistas - o Nasdaq e o S&P500 caíram, enquanto o Dow Jones apurou pequena alta.
Reflexos
No início dos negócios, o Ibovespa acompanhou a tendência de alta das bolsas norte-americanas, que refletiram os bons balanços corporativos divulgados logo cedo, entre eles os dos bancos europeus UBS e o Deutsche Bank, e os aumentos de índices de preços de residências nos EUA. Mas quando Nova York sucumbiu aos indicadores mais fracos de atividade regional e à diminuição da confiança do consumidor em julho, a Bovespa apenas reduziu os ganhos, mantendo-se em alta.
Valorização
O Ibovespa fechou com valorização de 0,35%, aos 66.674,44 pontos. Ao longo da sessão, a mínima do índice foi aos 66.293,03 pontos, em queda de 0,23%, e a máxima foi verificada aos 67.102,17 pontos, em alta de 0,99% - desde 3 de maio a Bolsa não transitava na faixa dos 67 mil pontos. No mês, o índice acumula alta de 9,42% e no ano a perda foi reduzida para 2,79%. O giro financeiro somou R$ 5,049 bilhões.
Lucros
Como segunda-feira, as ações da Vale foram ontem alvo de realização de lucro, após apurarem ganho na casa de 12% na semana passada. O papel ON caiu 0,39%, para R$ 48,00; o PNA cedeu 0,36%, para R$ 41,95 e teve o maior giro financeiro do Ibovespa (R$ 574,407 milhões.)
Bom desempenho
As influências negativas dessas ações sobre o Ibovespa foram, porém, minimizadas por desempenhos positivos de Petrobras e Usiminas, entre outros papéis. A ação PN da Petrobras fechou em alta de 0,29%, cotada por R$ 27,98 - o papel girou o segundo maior volume do Ibovespa (R$ 290,364 milhões). Petrobrás ON, menos negociada, cedeu 0,41%, para R$ 31,80. Já as ações ON da Usiminas valorizaram-se acima de 1%: ON, +1,42% e PNA, 1,01%.
Recuo
Em Nova York, as bolsas cederam em meio à divulgação de três indicadores ruins: o índice de atividade industrial do Meio-Oeste, elaborado pelo Fed de Chicago, recuou 0,5% em junho em relação ao mês anterior, para 79,4; a confiança do consumidor norte-americano diminuiu novamente em julho, de acordo com pesquisa do Conference Board, para 50,4 ante um número revisado de 54,3 em junho; e o índice sobre atividade no setor de manufatura na região de Richmond caiu de 23 em junho para 16 em julho.
Índices
Diante desses indicadores, foram minimizadas as altas do índice de preços de residências medido pela S&P/Case Shiller: em 20 cidades dos EUA o indicador subiu 1,3% em maio, em comparação com abril, enquanto o índice em 10 cidades aumentou 1,2%. O Dow Jones fechou em alta de 0,12%, aos 10.537,69 pontos; o Nasdaq encerrou em queda de 0,36%, aos 2.288,25 pontos; e o S&P500 perdeu 0,10%, aos 1.113,84 pontos.
Intervenções
O mercado cambial doméstico viu nas palavras de Guido Mantega, ministro da Fazenda, a certeza do que segunda-feira ainda parecia uma dúvida ou uma ameaça: o Banco Central deve mesmo voltar a intervir no mercado futuro de dólar, de onde saiu em 5 de maio de 2009, por meio de leilões de swap cambial reverso. As declarações de apoio de Mantega à atuação do BC garantiram o segundo dia consecutivo de compras da moeda americana e o dólar voltou a subir. O pronto na BM&F avançou 0,22%, para R$ 1,7702, enquanto no balcão a moeda teve alta de 0,28%, a R$ 1,77. Ambas as cotações fecharam nas máximas do dia. Em dois pregões, o dólar ganhou 0,62%, enquanto no ano tem apreciação de 1,55%.
Defesa
Em entrevista a alguns veículos de imprensa, Mantega defendeu ontem a ação do Banco Central no mercado futuro de câmbio, seja por meio de operações de swap ou pela limitação da exposição dos bancos. ''Sou favorável à atuação do BC, quando oportuna'', completou.
Em baixa
Em sequência ao movimento visto segunda-feira, os juros futuros prosseguiram em baixa consistente, ajustando-se à percepção de que o cenário de inflação é favorável ao encurtamento do ciclo de aperto da Selic, como sinalizado pelo Copom na semana passada ao reduzir o ritmo de elevação da Selic. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (153.610 contratos) caía de 10,75% no ajuste de segunda-feira para 10,725%; o DI janeiro de 2011 (560.635 contratos) cedia a 10,84%, de 10,89% de segunda; o DI janeiro de 2012 (266.025 contratos) recuava de 11,61% para 11,54%; e o DI janeiro de 2014 (13.680 contratos) projetava 11,92%, de 11,95% de segunda.
Das agências





