Em alta
Depois de oscilar entre os terrenos negativo e positivo na sessão, a Bovespa fechou com sua sexta alta consecutiva. A valorização de ontem, de 0,18%, foi bem mais modesta que os ganhos em torno de 1% apurados pelas bolsas em Nova York. Na semana passada, após uma sequência de cinco pregões de alta, o Ibovespa acumulou valorização de 6,39%, puxado, principalmente, por ações da Vale e de siderúrgicas. Com isso, os preços desses papéis, em especial dos da Vale, resistiram a novos avanços, abrindo espaço para um movimento de realização de lucros.

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Segundo dado divulgado pela manhã, as vendas de imóveis novos nos EUA dispararam 23,6% em junho, em relação a maio, quando economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam aumento de 3,7%. Os dados também mostraram que os estoques de casas novas diminuíram 1,4% em junho. Além disso, a empresa de entregas expressas FedEx anunciou ter elevado sua projeção para ganhos no primeiro trimestre fiscal, que se encerra em 31 de agosto. A companhia prevê lucro entre US$ 1,05 e US$ 1,25 por ação, acima da estimativa anterior de ganhos de US$ 0,85 a US$ 1,05. Para todo o ano, a FedEx agora espera lucro por ação entre US$ 4,60 e US$ 5,20, em vez de entre US$ 4,40 e US$ 5,00.

Ibovespa
Com a alta de 0,18%, o Ibovespa alcançou 66.443,26 pontos, ainda a maior pontuação desde 4 de maio. Ao longo da sessão, bateu na mínima de 66.150,64 pontos, em queda de 0,26%, e atingiu a máxima de 66.618,61, em alta de 0,45%. O giro financeiro foi de R$ 4,062 bilhões. Fausto Gouveia, economista da Legan Asset, comenta que, após sustentar altas recentes do Ibovespa, a Vale ontem contribuiu para manter o índice atrás de Nova York. Somente na semana passada, quando o Ibovespa acumulou alta de 6,39%, as ações Vale ON haviam subido 12,41% e as PNA, 12,50%. Ontem, Vale PNA fechou em queda de 0,26%, cotada por R$ 42,10 e registrando o maior volume financeiro do índice (R$ 431,382 milhões); Vale ON registrou leve alta de 0,04%, para R$ 48,19.

Petrobras
Os papéis da Petrobras, por sua vez, recuperaram um pouco do atraso em relação à alta de 6,39% do Ibovespa na semana passada. No período, a opção ON havia subido 3,92% e a PN, 3,53%. Ontem, Petrobras ON subiu 0,47%, para R$ 31,93, e PN, +0,40%, para R$ 27,90. Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,97%, para 10.525,43; o Nasdaq valorizou-se 1,19%, aos 2.296,43 pontos; e o S&P500 evoluiu 1,12%, para 1.115,01 pontos.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta, com as ações da Canon liderando as compras no setor exportador diante da cotação mais estável do euro, enquanto os papéis do Softbank foram sustentados pelo otimismo em relação aos resultados do primeiro trimestre fiscal que o grupo divulga nesta semana. O índice Nikkei 225 avançou 72,70 pontos, ou 0,8%, e fechou aos 9.503,66 pontos.

Negativo
Suzuki Motor foi o destaque negativo do pregão, com queda de 3,2%, depois que sua subsidiária Maruti Suzuki India apresentou uma inesperada queda de 20,4% no lucro do primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, em parte devido à elevação dos custos de matérias-primas.

Câmbio
O dólar pronto na BM&F fechou o dia a R$ 1,7663, alta de 0,52%, enquanto no balcão a moeda avançou 0,34%, para R$ 1,7650. Perto das 16h40, o euro avançava para US$ 1,2997, de US$ 1,2918 no final de sexta-feira em Nova York, enquanto o dólar caía para 86,88 ienes, de 87,45 ienes sexta-feira à tarde em NY. O Banco Central fez novo leilão de compra, entre 15h48 e 15h58, e fixou a taxa de corte em R$ 1,7661.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (109.865 contratos) estava na mínima de 10,75%, de 10,76% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (244.070 contratos) caía de 10,94% para 10,89% (mínima); o DI janeiro de 2012 (156.205 contratos) cedia de 11,70% para 11,61% (mínima) ; e o DI janeiro de 2014 (12.885 contratos) projetava 11,94%, de 11,99% no ajuste de sexta-feira.

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