MERCADO FINANCEIRO
Bolsas
As Bolsas norte-americanas e brasileira sobreviveram com folga aos resultados dos testes de estresse aplicados aos 91 maiores bancos europeus divulgados pelo Comitê Supervisor de Bancos da UE (CEBS, na sigla em inglês) no início da tarde. A Bovespa e os índices acionários em Nova York encerraram ontem, e a semana, em terreno positivo em torno de 1%. O comitê informou que sete bancos falharam nos testes: o grego ATEBank (estatal); o alemão Hypo Real Estate (estatal); e cinco instituições de poupança da Espanha: Unnim, Diada, Espiga, Banca Civica e Cajasur.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou na pontuação máxima do dia, com ganho de 0,87%, aos 66.322,99 pontos (maior desde 4 de maio). Durante a sessão, atingiu a mínima de 65.427,34 pontos, em queda de 0,49%. Na semana, acumula alta de 6,39%; no mês, tem ganho de 8,84%; mas, no ano, apura perdas de 3,30%.
Influência
Ainda influenciadas pelas recentes declarações de autoridades chinesas de que o país não vai promover aperto monetário, as ações ligadas a commodities deram sustentação ao Ibovespa. Vale ON subiu 0,77%, para R$ 48,17, e Vale PNA evoluiu 0,81%, para R$ 42,21. Entre as siderúrgicas, CSN ON subiu 2,07%; Usiminas ON, +2,22%, e PNA, +1,43%; Gerdau PN, +2,08%.
Papéis
Lojas Americanas PN liderou as altas do índice com +4,65%, seguida por B2W Varejo ON, +3,83%. Gol PN subiu 2,51% e TAM PN, +2,09%. As ações de bancos acompanharam de perto a variação do índice. Petrobras operou na contramão do Ibovespa. O papel PN caiu 0,68%(R$ 27,79). A ação ON da estatal cedeu 0,28%, para R$ 31,78.
Dow Jones/Nasdaq
O Dow Jones fechou em alta de 0,99%, aos 10.424,62, acumulando 3,23% na semana. O Nasdaq subiu 1,05%, para 2.269,47 pontos (máxima do dia), com ganho de 4,14% na semana. E o S&P evoluiu 0,82%, para 1.102,66 pontos, em alta de 3,55% na semana.
Câmbio
O euro chegou a recuar da faixa de US$ 1,29 em que encostou pela manhã, mas retornou à tarde. No mercado doméstico, entretanto, não houve uma reação consistente, depois da forte queda de anteontem. O dólar abriu em leve baixa, mas oscilou entre pequenas altas e pequenas quedas ao longo de toda a sessão, perto da estabilidade. O pronto da BM&F caiu 0,22%, para R$ 1,7571, enquanto a moeda no balcão recuou 0,06%, a R$ 1,7590, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7690 e a mínima de R$ 1,7570. Na semana, o dólar perdeu 1,29%, reduzindo a alta do ano para 0,92%.
Leilão BC
O Banco Central ainda não abandonou a prática de se dispor a fazer compras diárias no mercado spot e ontem realizou leilão entre 15h38 e 15h48, fixando a taxa de corte em R$ 1,7595. Os números recentes mostram, no entanto, que o BC tem comprado cada vez menos dólares. Perto das 16h40, o euro, que se beneficiou, mais cedo, da alta da confiança do empresariado alemão e o PIB do Reino Unido, valia US$ 1,2913, de US$ 1,2892 anteontem no final do dia em Nova York. Já o dólar subia para 87,34 ienes, de 86,93 ienes anteontem à tarde em NY.
Juros
A curva de juros recompôs prêmios ontem, sobretudo nos contratos de longo prazo, amparada na combinação entre o cenário externo positivo e reação residual à decisão do Copom de reduzir o compasso de alta da Selic na última quarta-feira. Ao término da negociação normal na BM&F, DI outubro de 2010 (221.810 contratos) projetava 10,764%, de 10,75% anteontem; o DI janeiro de 2011 (520.220 contratos) avançava de 10,88% para a máxima de 10,94%; e o DI janeiro de 2012 (375.160 contratos) estava em 11,70%, de 11,54% no ajuste de anteontem; e o DI janeiro de 2014 (29.375 contratos) passava de 11,93% para 11,99%.
(Agência Estado)





