Positivo
Não faltaram motivos para a bolsa operar no positivo durante todo o pregão de ontem e fechar na maior pontuação desde 4 de maio. As boas notícias vieram de todos os lados, desde China, Europa e Estados Unidos, além do quadro interno da economia. O pessimismo deixado anteontem pela audiência do presidente do Fed (banco central norte-americano), Ben Bernanke, no Senado, que derrubou as bolsas em Nova York, foi apagado por indicadores positivos da zona do euro e dos Estados Unidos e por fortes resultados corporativos também nos EUA. O Ibovespa absorveu esse otimismo todo e tomou fôlego também com a redução do ritmo de alta da taxa Selic, definida anteontem à noite pelo Comitê de Política Monetária do Banco (Copom), do Banco Central, e do índice de desemprego no País em junho conhecido ontem.

Selic
Anteontem à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, elevou, em placar unânime, a taxa básica em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, quando até a semana passada o consenso era de aumento de 0,75 ponto porcentual. Analistas avaliam que o processo de aperto monetário no País poderá ser menor que o previsto, estacionando eventualmente em 11% ou 11,25% no começo de setembro - ou, quem sabe até, parando onde está.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta 1,97%, aos 65.748,10 pontos e oscilou entre a mínima de 64.503,73 pontos e máxima de 66.212,79 pontos. No mês, o ganho ampliou-se para 7,90% e no ano a perda foi reduzida para 4,14%. O giro financeiro foi de R$ 6,359 bilhões. Entre as maiores altas do índice estiveram ações ligadas ao varejo como B2W Varejo ON (+5,03%), Lojas Americanas PN (+4,72%) e Lojas Renner ON (+4,18%), além das aéreas TAM PN (+4,36%) e Gol PN (+3,82%).

Ações em alta
Vale ON subiu 2,11%, para R$ 47,80, e PNA evoluiu 1,75%, para R$ 41,87. Entre as siderúrgicas, CSN ON subiu 3,73%; Usiminas ON, +0,47%, e PNA, 1,33%; Gerdau PN, +2,95%. Petrobras PN subiu hoje 1,75%, para R$ 27,98, enquanto o papel ON valorizou-se 1,05%, cotado a R$ 31,87. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,99%, para 10.322,30 pontos; o Nasdaq evoluiu 2,68%, para 2.245,89 pontos; e o S&P subiu 2,25%, para 1.093,66 pontos.

Câmbio
O dólar voltou a flertar com o patamar de R$ 1,75 no mercado doméstico ontem. Ao final do pregão, o dólar pronto na BM&F recuou 1,30%, para R$ 1,7610, enquanto no balcão a moeda fechou com queda de 1,40%, a R$ 1,76, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7740 e a mínima de R$ 1,7580. A queda porcentual é a mais intensa desde 10 de junho, quando a divisa caiu 2,11%. O Banco Central deixou para os minutos finais do pregão o leilão diário de compra de dólares no mercado spot. Ele aconteceu entre 15h46 e 15h56 e teve taxa de corte fixada em R$ 1,76.

Euro
No mercado global, o euro se fortaleceu ontem - retomando no intraday o patamar de US$ 1,29. Perto das 16h40, o euro subia para US$ 1,2889, de US$ 1,2763 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar era negociado a 86,93 ienes, de 87,01 ienes anteontem à tarde em Nova York.

Juros
O mercado de juros dedicou-se a reagir à decisão do Copom anteontem, promovendo ajuste de baixa aos contratos de curto prazo e de alta aos longos. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (274.535 contratos) cedia a 10,76%, de 10,84% ontem; o DI janeiro de 2011 (754.900 contratos) recuava a 10,88%, de 10,97% ontem; o DI janeiro de 2012 (362.620 contratos) passava de 11,53% para 11,54%; e o DI janeiro de 2014 (44.225 contratos) subia de 11,84% para 11,93%.
(Agência Estado)

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