MERCADO FINANCEIRO
Fluxo Cambial
O Banco Central informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saídas e entradas de dólares) está negativo em US$ 2,031 bilhão até a terceira semana deste mês. Em julho do ano passado, considerando o mesmo período (sete dias úteis), também estava negativo, em US$ 377 milhões. Tanto a conta comercial (exportações e importações) quanto a conta financeira (movimentações de bancos) ajudaram no resultado. O primeiro teve saldo negativo de US$ 202 milhões e o segundo, de US$ 1,829 bilhão. No acumulado deste ano, o fluxo cambial é positivo em US$ 1,332 bilhão, ante US$ 2,289 bilhões no período de janeiro a julho de 2009.
Europa
A maioria das bolsas europeias fechou em forte alta ontem, puxadas por resultados corporativos melhores do que o esperado para o segundo trimestre, ganhos no setor de commodities e acordos de fusão e aquisição. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 2,89 pontos (1,17%), para 249,24 pontos, interrompendo uma série de quatro sessões em queda. O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 75,18 pontos (1,46%), em 5.214,64 pontos, elevado pelas ações das empresas do setor de mineração e pelo aumento na atividade de fusões e aquisições. A Kazakhmys subiu 6,96% e a Antofagasta teve alta de 4,81%, com os preços dos metais se firmando.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda, com as ações de corretoras, como as da Nomura Holdings, em baixa ante o temor de redução na receita durante o trimestre abril-junho e com os papéis das empresas de construção civil pressionados por uma avaliação negativa sobre o setor. O índice Nikkei 225 baixou 21,63 pontos, ou 0,2%, e fechou aos 9.278,83 pontos.
Pregão
A bolsa começou o pregão em alta, apoiada pelos ganhos de ontem nas bolsas de Nova York, que antecederam os depoimentos que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, presta hoje e amanhã ao Congresso norte-americano. A expectativa é de que o depoimento traga pistas sobre o futuro da política monetária dos EUA. Mas a trajetória ascendente da Bolsa de Tóquio foi interrompida quando o iene começou a subir de novo, particularmente diante do dólar.
Asiáticas
As bolsas da Ásia fecharam em alta, estimuladas pelos ganhos de anteontem em Nova York. Fatores locais também impulsionaram os mercados da região. Em Hong Kong, a alta foi puxada pelas empresas de commodities, cujas ações seguiram a valorização dos metais. O índice Hang Seng Index avançou 1,1% e fechou aos 20.487,23 pontos. Shenhua Energy fechou em alta de 2,6%, Jiangxi Copper ganhou 3% e Chalco subiu 3,2%. A notícia de que a China pretende reduzir o número de siderúrgicas no país em cerca de 75% impulsionou as ações da Angang Steel para uma alta de 7,9%.
Índice Xangai
Na China, a terceira alta consecutiva das bolsas levou o índice Xangai Composto, que segue as ações A e B, para um ganho de 0,3%, fechando aos 2.535,39 pontos, o nível mais alto em quase um mês. O Shenzhen Composto avançou 0,1% e fechou aos 1.020,96 pontos. A alta foi puxada pelas ações das companhias de energia renovável, em razão da expectativa de ampliação do investimento do governo no setor e do otimismo geral sobre os resultados das empresas no primeiro semestre. Entre as siderúrgicas, Baoshan Iron & Steel subiu 1,1% e Angang Steel teve elevação de 2%.
Yuan
O yuan pouco oscilou em relação ao dólar e a paridade central relativamente estável fez com que traders e empresas evitassem assumir posições. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,7769 yuans, ligeiramente abaixo da cotação de fechamento da terça-feira, que foi de 6,7781 yuans. A paridade central foi fixada em 6,7802 yuans, moderadamente abaixo dos 6,7812 da terça-feira.





