Reação
Puxado pelas fortes valorizações das ações da Vale e de siderúrgicas, o Ibovespa reverteu rapidamente uma queda inicial e manteve-se em alta até o fechamento, enquanto em Nova York as bolsas oscilaram em baixa na maior parte do tempo, reagindo apenas no meio da tarde, para encerrar com ganhos. A reação refletiu expectativas de que os comentários que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, fará durante audiências no Congresso hoje e na quinta-feira poderão reforçar apostas de que a taxa de juros nos EUA permanecerá em um nível baixo até 2011.

Selic
A bolsa brasileira gostou também de estimativas de redução do ritmo de alta da Selic na reunião do Copom realizada ontem e hoje. Parte dos analistas mudou projeções de alta de 0,75 ponto porcentual para 0,50 ponto porcentual, após a divulgação ontem de novos indicadores de queda da inflação. O IPCA-15 de julho apontou deflação de 0,09%, enquanto a segunda prévia do IGP-M teve variação de 0,03%. Esse cenário em que a inflação recua, mas há manutenção das expectativas de crescimento do País em torno de 7% este ano, é também bem visto pelos investidores.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 1,84%, aos 64.462,50 pontos, sua pontuação mais alta desde 28 de junho. Ao longo da sessão, a mínima foi de 62.901,91 pontos, em queda de 0,62%, e a máxima atingiu 64.481,19pontos, com valorização de 1,87%. No mês, o ganho acumulado ampliou-se para 5,79%, enquanto no ano a perda foi reduzida para 6,01%. O giro financeiro foi de R$ 7,518 bilhões.

Vale
A Vale, que responde por cerca de 11% do Ibovespa, registrou alta de 6,23% no papel PNA e de 5,65% na ação ON, que encerraram cotadas, respectivamente, em R$ 40,90 e em R$ 46,54. CSN ON subiu 5,34%; Usiminas ON evoluiu 4,99% e PN, +3,63%; Gerdau PN valorizou-se 3,92%.

Futuro
Nos EUA, os balanços corporativos do segundo trimestre divulgados desanimaram as bolsas logo cedo, com os investidores atentos não apenas ao lucro das empresas, mas também aos dados de receita ou vendas. Em Nova York, os índices futuros já apontaram para um dia de tensão, por causa da decepção com os resultados da IBM e da Texas Instruments divulgados ontem após o fechamento dos pregões. O lucro líquido da Texas Instruments, de US$ 0,62 por ação, ficou abaixo da estimativa feita pela empresa, de US$ 0,60 a 0,64 por ação, enquanto as receitas, estimadas entre US$ 3,45 bilhões e US$ 3,59 bilhões, somaram US$ 3,5 bilhões. Já o lucro da IBM, de US$ 2,61 por ação, superou as expectativas dos analistas de US$ 2,58 por ação, mas o crescimento da receita não foi tão forte quanto se esperava.

Dow Jones
No fechamento, o Dow Jones subiu 0,74%, para 10.229,96 pontos; o Nasdaq evoluiu 1,10%, para 2.222,49 pontos; e o S&P500 ganhou 1,14%, aos 1.083,48 pontos.

Câmbio
O dólar pronto na BM&F recuou para R$ 1,7734 ontem, queda de 0,69%, enquanto no balcão a moeda americana perdeu 0,73%, a R$ 1,7740, em um dia em que a divisa abriu em alta, mas passou a cair e oscilou entre a máxima de R$ 1,7990 e a mínima de R$ 1,7720. O Banco Central fez leilão para compra de moeda no mercado à vista entre 15h20 e 15h30 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7742.

Euro
Os rumores sobre falta de liquidez a alguns bancos que estão passando pelos testes de estresse na Europa pressionaram a moeda única do bloco, que caiu ante o dólar. Perto das 16h40, o euro, que chegou a bater US$ 1,30 na madrugada, era negociado a US$ 1,2894, de US$ 1,2945 anteontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar subia para 87,39 ienes, de 86,86 ienes anteontem à tarde em Nova York. Ainda há expectativa de que o governo do Japão intervirá para deixar a moeda mais fraca depois que ela alcançou, na semana passada, a cotação mais valorizada dos últimos sete meses, o que prejudica as exportações.
(Agência Estado)

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