Ibovespa sobe Influência positiva
A bolsa brasileira tomou fôlego com a alta das ações de empresas ligadas a commodities, lideradas por Vale, e turbinou a influência positiva recebida de Nova York. Sem a divulgação de dados econômicos relevantes, as bolsas norte-americanas valorizaram o otimismo com os resultados de uma série de balanços corporativos que saem ao longo da semana e minimizaram a queda de dois pontos, para 14, do índice de sentimento de confiança das construtoras norte-americanas em julho. Com isso, fecharam com leves altas. O Ibovespa amparou-se ainda no bom desempenho de papéis de bancos e do varejo.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 1,54%, aos 63.297,04 pontos, colada à pontuação máxima do dia, de 63.299,85 pontos. A mínima, de 62.350,90 pontos, refletiu alta de 0,02%. No mês, acumula alta de 3,88%; no ano, desvaloriza-se 7,71%. O giro financeiro somou R$ 6,734 bilhões e inclui o exercício de opções sobre ações. De acordo com comunicado da BM&FBovespa, o exercício de contratos de opções sobre ações movimentou R$ 2,422 bilhões, sendo R$ 1,55 bilhão em opções de compra e R$ 869,13 milhões em opções de venda. Entre as opções que registraram maior volume financeiro no exercício estão Vale PNA a R$ 36,00 por ação, em opções de compra; Vale PNA a R$ 32,00 por ação, em opções de compra; Petrobras PN a R$ 25,83 por ação, em opções de compra; Net PN a R$ 24,50 por ação, em opções de venda; Net PN a R$ 23,50 por ação, em opções de venda.

Ações da Vale
Com valorizações superiores à do Ibovespa, as ações da Vale foram o principal apoio do índice. O papel PNA subiu 2,61%, para R$ 38,50, enquanto o ON evoluiu 2,80%, cotado por R$ 44,05.

Bancos
Entre os bancos, os destaques foram Itaúsa PN, +2,63%; Itaú Unibanco PN, +2,30%; e Bradesco PN, +2,25%. No varejo, a ação Lojas Renner ON subiu 2,22%; entre as siderúrgicas, Usiminas, que teve fortes perdas na semana passada, ganhou 3,00% no papel PNA e 4,08% no ON. Petrobras variou abaixo do índice. A ação PN subiu 0,41%, para R$ 26,95, e a ON, +0,72%, para R$ 30,80.

Nova York,
Em Nova York, após fortes quedas na sexta-feira, as bolsas fecharam em alta, no aguardo de balanços do segundo trimestre da IBM e da Texas Instruments após o fechamento do mercado. O Dow Jones subiu 0,56%, para 10.154,43 pontos; o Nasdaq valorizou-se 0,88%, aos 2.198,23 pontos; e o S&P500 ganhou 0,60%, aos 1.071,25 pontos (dados preliminares).

Câmbio
A pressão das posições fortemente vendidas em dólar, aliada à compra diária de moeda pelo Banco Central no mercado à vista, reduziu a liquidez do mercado e fez com que o dólar marcasse sua quarta alta consecutiva ante o real - a quinta em seis pregões.

Dólar
Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto na BM&F avançou 0,19%, a R$ 1,7858, enquanto no balcão a moeda subiu 0,28%, para R$ 1,7870, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7910 e a mínima de R$ 1,7740. Esta foi a quarta alta consecutiva da divisa, que acumula no período +1,93%. No mês de julho, o dólar registra queda de 0,94%, mas em todo o ano 2010 tem alta de 2,52%. O BC interveio no mercado à vista ontem entre 15h33 e 15h43, fixando a taxa de corte em R$ 1,7868.

Juros
O mercado de juros começou a semana promovendo um ajuste técnico nas taxas, recompondo um pouco os prêmios retirados nos últimos dias, quando a expectativa de um ajuste menor da Selic nos próximos meses ganhou adeptos. Os contratos de curto prazo encerraram perto da estabilidade, enquanto os longos subiram. A correção teve respaldo no noticiário doméstico sem destaque e do cenário externo menos turbulento nesta segunda-feira. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (380.645 contratos) estava em 10,855%, de 10,85% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (685.660 contratos) passava de 11,06% para 11,05%; o DI janeiro de 2012 (165.515 contratos) subia de 11,64% para 11,73%; e o DI janeiro de 2014 (13.945 contratos) subia de 11,96% para 12,05%.
(Agência Estado)

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