MERCADO FINANCEIRO
Apetite reduzido
A bolsa brasileira caiu ontem na esteira do mau desempenho dos índices acionários em Nova York, onde no pior momento da sessão chegaram a ter perdas acima de 3%.
Ibovespa
Com quedas inferiores ao índice e em meio a disputas antes do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, Petrobras e Vale deram suporte para que o Ibovespa recuasse menos ontem do que os índices de ações norte-americanos. A bolsa brasileira fechou em queda de 1,81%, aos 62.339,27 pontos. Atingiu a mínima de 62.298,21 pontos, em baixa de 1,88%, e a máxima de 63.492,16 pontos, estável. Na semana, recuou 1,79%, mas no mês ainda sustenta alta de 2,30%. O giro financeiro de R$ 4,240 bilhões.
Bancos
Ontem, foi a vez de Citigroup, Bank of America e General Electric divulgarem dados que também não agradaram. Embora os balanços tenham revelado lucros acima dos esperados pelos economistas, os dados não foram suficientes para dar fôlego às bolsas americanas porque foram acompanhados de forte quedas de receitas. O Dow Jones recuou 2,52%, para 10.097,72 pontos; o Nasdaq caiu 3,11%, para 2.179,05 pontos; e o S&P500 desvalorizou-se 2,88%, para 1.064,88 pontos. Na semana, Dow Jones caiu 0,97%; Nasdaq, -0,79%; e S&P500, 1,21x%.
Câmbio
Um misto de tensão e dúvida fez com que os investidores preferissem se apoiar na segurança do iene ontem, levando o dólar a atingir sua mais baixa cotação ante a divisa japonesa em um ano. A moeda americana também se enfraqueceu ante o euro. A fuga para a qualidade, entretanto, fez com que o dólar conseguisse ganhar de divisas de emergentes como o Brasil e a Nova Zelândia. O real ainda teve motivos locais para enfrentar sua quarta queda ante o dólar nos cinco pregões desta semana, como a mudança na expectativa do ciclo de alta da Selic e incertezas sobre o fluxo de recursos estrangeiros ao País.
Pronto BM&F
Ao final do pregão, o dólar pronto na BM&F avançou 0,59%, para R$ 1,7825, enquanto a moeda no balcão fechou a R$ 1,7820 (+0,56%) - a maior alta das últimas 9 sessões. Na semana, o dólar acumula apreciação de 1,25% e, no ano, de 2,24%, ainda que neste mês de julho o placar esteja negativo (-1,22%). O giro interbancário em D+2, segundo dados ainda preliminares da Clearing de Câmbio, que ontem chamou a atenção pela exuberância, ontem se destacava pela fraqueza: foi de US$ 1,24 bilhão ante os US$ 5,46 bilhões da quinta-feira. No segmento futuro, o contrato de agosto, mais líquido, subia 0,91%, para R$ 1,7830.
Euro
No mercado global de moedas, o euro, que mais cedo tocou o US$ 1,30 pela primeira vez desde o início de maio, não se sustentou nesse patamar, mas se manteve em alta na relação com o dólar. Perto das 16h40, ele valia US$ 1,2936, de US$ 1,29 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar, que chegou a 86,26 ienes - mais baixa cotação do ano - era negociado a 86,62 ienes há pouco, de 87,46 anteontem em Nova York. No Brasil, o Banco Central manteve a prática de comprar moeda no mercado à vista e realizou leilão ontem entre 15h12 e 15h22, fixando a taxa de corte em R$ 1,7840.
Juros
O mercado promoveu ontem nova rodada forte de queda nos juros futuros, refletindo o descarregamento de prêmios diante do reforço na previsão de uma política monetária doméstica mais suave a partir de agora. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (274.950 contratos) projetava 10,85%, de 10,92% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (55.925 contratos) caía de 11,15% para 11,06%; o DI janeiro de 2012 (197.950 contratos) estava em 11,64%, de 11,70% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2014 (27.065 contratos) recuava de 12,04% para 11,96%.
(Agência Estado)





