De virada
A bolsa brasileira virou para alta nos minutos finais do pregão, acompanhando de perto reação das bolsas em Nova York, após atuarem no negativo a maior parte do pregão motivadas por nova rodada de indicadores chineses e norte-americanos que sinalizaram desaceleração da economia nesses países. No fechamento, os índices acionários norte-americanos foram mistos, mas perto da estabilidade, reagindo aparentemente a uma realização de lucros intraday, que depreciou preços e tornou as ações atraentes. A recuperação coincidiu com o anúncio da aprovação da reforma financeira americana pelo Senado, mas analistas disseram que o movimento se deveu a ajuste técnico.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,02%%, aos 63.489,37 pontos. Na mínima, caiu a 62.960,36 pontos, com perda de 0,82%; na máxima, foi a 63.612,24 pontos, com ganho de 0,21%. No mês, a valorização está em 4,19%; no ano, a perda soma 7,43%. O giro financeiro somou R$ 5,073 bilhões. Durante a sessão, o peso negativo das ações de empresas ligadas a commodities sobre o índice da Bolsa brasileira foi amortecido em parte pelo bom desempenho das ações de construtoras e companhias aéreas. Entre as empresas atreladas a commodities, Petrobras PN caiu 0,70%, para R$ 27,11, e ON cedeu 0,86%, para R$ 31,02. Vale PNA teve perda de 0,97%, cotada por R$ 37,93 e a ação ON caiu 0,79%, para R$ 43,82.

EUA
Nos EUA, dois índices de atividade industrial mostraram queda da produção das fábricas. O índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para 5,1 em julho, abaixo da previsão dos economistas, que era de 10,0. O índice Empire State de atividade industrial do Fed de Nova York recuou para 5,08 em julho, também inferior à projeção dos especialistas, de 18,5. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA cedeu 0,5%, em declínio maior do que o de 0,2% previsto pelos economistas ouvidos pela Dow Jones, e renovou receios com uma possível deflação nos EUA.

Nasdaq
Diante desse cenário, o mercado desprezou o dado positivo referente à diminuição maior do que a prevista nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana até 10 de julho (caíram 29 mil, ante previsão de queda de 9 mil). Em Nova York, o Dow Jones e o Nasdaq interromperam o período de sete altas seguidas. O Dow Jones caiu 0,07%, para 10.359,31 pontos; o Nasdaq caiu 0,03%, para 2.249,08 pontos; e o S&P500 subiu 0,12%, para 1.096,48 pontos.

Câmbio
O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7721, alta de 0,43%, enquanto no balcão a moeda avançou 0,40%, a R$ 1,7720, depois de abrir em queda e tocar, na mínima, R$ 1,7540 e, na máxima, R$ 1,78. Nesses dois pregões, o dólar acumula alta de 1,08%, mas em julho tem queda de 1,77%. Internamente, o Banco Central deixou para os minutos finais do pregão o já rotineiro leilão de compra no mercado spot - prática que adota diariamente desde 8 de maio de 2009. O leilão, encerrado às 16h04, fixou a taxa de corte em R$ 1,7694.

Euro
O euro, por sua vez, renovou a máxima cotação desde o início de maio, ao alcançar o patamar de US$ 1,29, na medida em que o investidor parece ter, a cada dia, menos motivos para se preocupar com a situação financeira das nações do bloco. Perto das 16h40, o euro avançava para US$ 1,2914, de US$ 1,2735 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar recuava para 87,52 ienes, de 88,19 ienes ontem em Nova York.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (236.935 contratos) projetava 10,922%, de 10,93% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (472.445 contratos) caía de 11,21% no ajuste anterior para 11,15%; o DI janeiro de 2012 (252.920 contratos) estava em 11,70%, de 11,81% ontem; e o DI janeiro de 2014 (27.180 contratos) tinha taxa de 12,04%, de 12,07% ontem.
(Agência Estado)

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