Positivo
A bolsa brasileira trabalhou no positivo durante toda a sessão, mas em valorização mais modesta do que as vistas em Nova York e na Europa - em Wall Street as altas superaram 1,4% e na Europa ficaram em torno de 2%. O Ibovespa subiu 1,15%, aos 63.685,56 pontos. Na cotação mínima do dia, subiu 0,01%, aos 62.964,31 pontos; na máxima, a alta foi de 1,30%, aos 63.777,14 pontos. No mês, acumula ganho de 4,51%; no ano, a perda é de 7,15%. O giro financeiro foi de R$ 5,556 bilhões.

Commodities
Influenciado pela China, o Ibovespa viu suas ações de empresas ligadas a commodities patinarem abaixo do índice. Petrobras PN subiu 0,26%, para R$ 27,30, enquanto o papel ON caiu 0,89%, para R$ 31,19 e figurou entre as maiores quedas do Ibovespa. Vale PNA valorizou-se 0,57%, para R$ 38,55, e a ação ON ganhou 0,18%, cotada a R$ 44,16. As bolsas americanas registraram alta pelo sexto dia consecutivo. O Dow Jones valorizou-se 1,44%, aos 10.363,02 pontos; o Nasdaq subiu 1,99% para 2.242,03 pontos; e o S&P500 evoluiu 1,53%, para 1.095,28 pontos.

Câmbio
No mercado doméstico, mais anúncios de captações no exterior, aliados à perspectiva de uma nova emissão por parte do Tesouro, contribuíram para o fortalecimento da moeda local e fizeram o dólar voltar ao patamar de R$ 1,75, o que não acontecia desde o início de maio. O dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,7535, com queda de 0,65%, enquanto no balcão o recuo foi de 0,68%, para R$ 1,7530 - menor cotação desde 3 de maio, quando atingiu R$ 1,73. Em julho, a divisa americana acumula queda de 2,83%, enquanto a alta em 2010 agora se restringe a 0,57%. A moeda já abriu abaixo do R$ 1,76 que prevaleceu nas quatro últimas sessões e oscilou ontem entre a máxima de R$ 1,7590 e a mínima de R$ 1,7510.

Euro
O dólar perdeu ontem também do euro e do iene. No caso da moeda única do bloco, o fato da Grécia ter conseguido uma emissão de títulos bem-sucedida depois de tudo estimulou o euro a bater novo recorde no intraday - US$ 1,2739, a maior cotação desde 12 de maio. Perto das 16h40, o dólar caía para 88,44 ienes, de 88,59 ienes ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o euro avançava para US$ 1,2715, de US$ 1,2593 anteontem em Nova York.

Leilão BC
A queda do dólar para o patamar de R$ 1,75 fez com que o Banco Central adiantasse para o período da manhã o costumeiro leilão de compra no mercado à vista. Ontem ele foi feito entre 11h27 e 11h37 e fixou a taxa de corte em R$ 1,753. É bom lembrar que nas últimas vezes em que a moeda foi negociada abaixo do piso de R$ 1,75 o BC adotou a prática de dois leilões diários, forma de ser mais agressivo para enxugar a liquidez do mercado. Algo que não se via desde julho de 2007, a realização de dois leilões diários foi adotada diversas vezes entre a metade de abril e o início de maio deste ano.

Juros
Os juros futuros estiveram em queda desde a abertura e confirmaram este comportamento ao término da negociação normal da BM&F, com exceção dos contratos de curtíssimo prazo, que seguraram o viés de alta. As taxas aceleraram o recuo no período vespertino, quando bateram as mínimas do dia. Chamou a atenção, em especial, o expressivo volume de contratos negociados no DI janeiro de 2011 (695.135), turbinado, segundo operadores, pela atuação decisiva de uma corretora zerando posições tomadas. A taxa recuava de 11,32% para 11,26% (mínima). O DI outubro de 2010 (396.200 contratos) avançava de 10,96% para 10,701%; o DI janeiro de 2012 (175.830 contratos) cedia a 11,77% (mínima), de 11,84% ontem; o DI janeiro de 2014 (45.160 contratos) caía de 12,08% para 12,01% (mínima).
(Agência Estado)

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