Em espera
As bolsas de valores trabalharam ontem em compasso de espera pela divulgação nos EUA dos resultados do segundo trimestre da Alcoa, que seria feito após o fechamento dos negócios. Ontem, a Alcoa anunciou lucro líquido de US$ 136 milhões no 2º trimestre. A ansiedade dos investidores ao longo da sessão se justificou porque a Alcoa abriria o calendário de divulgação dos balanços de grandes empresas americanas, que se estende ao longo desta e da próxima semana. Otimistas com os resultados a serem anunciados, os investidores compraram papéis dessas empresas na semana passada e levaram as bolsas de Nova York a altas acumuladas acima de 5%. Com o início desses anúncios de fato, eles optaram pela cautela e se posicionaram na defensiva.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,81%, aos 62.960,10 pontos. Na sessão, oscilou até a mínima de 62.749,61 pontos, em recuo de 1,14%, e a máxima de 63.972,36 pontos, em alta de 0,78%. No mês, acumula ganho de 3,32%; mas, no ano, tem queda de 8,21%. O giro financeiro foi de R$ 4,263 bilhões, o menor desde o dia 5, quando, por motivo de feriado em Nova York, o giro local foi de R$ 2,519 bilhões.

Ações da Vale
As ações da Vale registraram quedas superiores à do Ibovespa. Vale PNA cedeu 1,74%, cotada a R$ 38,33, mas chegou a recuar até 2,38% na sessão. Vale ON desvalorizou-se 1,48%, cotada a R$ 44,08, com perda máxima de 2,23% ao longo do dia. Os papéis da empresa sofreram com a desaceleração das importações chinesas, sobretudo de metais básicos. O dado afetou preços de commodities e ações de empresas do segmento.

Petrobras
Petrobras também teve queda acima do principal índice da bolsa brasileira. O papel PN caiu 1,27%, para R$ 27,23, enquanto o ON recuou 1,04%, para R$ 31,47. Para analistas, é um cenário de queda de preço do petróleo, aliado à influência negativa indireta dos persistentes problemas da BP no Golfo do México, com o vazamento de óleo, que segura as cotações dos papéis da estatal.

Dow Jones
Ontem, em Nova York, o Índice Dow Jones subiu 0,18% aos 10.216,27 pontos; o Nasdaq evoluiu 0,09%, para 2.198,36 pontos; e o S&P500 valorizou-se 0,07%, para 1.078.75 pontos.

Câmbio
A taxa de câmbio teve um repique na sequência de três dias consecutivos de queda, mas durante o expediente chegou a ficar abaixo de R$ 1,76, voltando a testar o ''piso'' de R$ 1,75, nas operações de ontem. A expectativa pelo início da temporada de balanços nos EUA, e uma agenda de indicadores pesada nos próximos dias, com importantes números da economia chinesa, deixa os mercados um pouco mais nervosos na abertura desta semana. Nesse cenário, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,765, alta de 0,22%, nas últimas operações. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,770 e R$ 1,759. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,880, em um recuo de 0,52%.

Euro
O euro, depois do rali da semana passada, voltou das máximas alcançadas nos últimos dias diante da postura defensiva dos investidores. Perto das 16h40, a moeda única do bloco caía para US$ 1,2591, de US$ 1,2641 sexta no final da tarde em Nova York. Já o dólar recuava ante a divisa japonesa, para 88,59 ienes, de 88,65 ienes sexta à tarde em Nova York.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas apontaram tendências mistas. No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista subiu de 10,94% para 10,96%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,32%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,90% para 11,84%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
(Das agências)

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