MERCADO FINANCEIRO
Bom desempenho
Depois de subir 1,96% anteontem, o Ibovespa oscilou ontem entre os campos negativo e positivo, sempre próximo da estabilidade. No final, registrou leve alta, num pregão em que as ações de bancos repetiram o bom desempenho dos dois dias anteriores. O resultado do índice brasileiro, contudo, ficou aquém dos ganhos mais robustos das bolsas na Europa, puxados por valorizações no setor financeiro, e do mercado americano.
Nova York
Em Nova York, os pregões iniciaram animados com dados melhores que os esperados no número de pedidos de auxílio-desemprego e de vendas de redes varejistas no país e com o otimismo do FMI em relação ao crescimento do PIB global. Depois, os índices acionários americanos reduziram os ganhos, prejudicados pela fraqueza dos papéis dos setores financeiro e de tecnologia. Perto do fechamento, voltaram a valorizar-se, sem registrar impacto do dado negativo liberado no fim do dia de que o crédito ao consumidor encolheu US$ 9,1 bilhões nos EUA em maio, quando economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma queda de US$ 2 bilhões.
Volatilidade
Com alta inferior às das bolsas americanas, o Ibovespa foi influenciado ainda pelo fato de hoje ser feriado no Estado de São Paulo - com as bolsas globais abertas e sujeitas a volatilidades, muitos investidores preferiram se prevenir, realizando lucros. O índice fechou em alta de 0,30%, aos 63.476,32 pontos. Na sessão, atingiu a mínima de 62.894,62 pontos, em baixa de 0,61%, e a máxima de 63.595,70 pontos, em alta de 0,49%. No mês, acumula alta de 4,17%; no ano, a perda apurada é de 7,45%. O giro financeiro foi de R$ 5,627 bilhões.
Bancos
Ações de bancos voltaram a posicionar-se entre as maiores altas do índice, como ocorreu na terça-feira e anteontem. Ontem, Bradesco PN subiu 2,22%, para R$ 32,22; Itaú Unibanco PN evoluiu 2,23%, para R$ 37,10; Santander UNT valorizou-se 2,61%, a R$ 20,81; Itausa PN teve alta de 1,17%, para R$ 12,11. Ontem, o Goldman Sachs elevou sua recomendação para as ações do Itaú Unibanco Holding de neutro para compra.
Viés positivo
Nos EUA, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 21 mil, quando as projeções eram de queda de 12 mil pedidos. As vendas da rede varejista nos EUA apresentaram viés positivo, com quase metade das redes apresentando números acima do esperado. Já o FMI divulgou relatório em que elevou de 4,2% para 4,6% a previsão e expansão do PIB mundial em 2010. O Brasil teve a maior revisão em alta no relatório do fundo - o prognóstico de expansão em 2010, que era de 5,5% em abril, foi alçado para 7,1%. Segundo o FMI, os EUA vão crescer 3,3% em 2010.
Dow Jones
O Dow Jones fechou em alta de 1,20%, aos 10.138,99 pontos; o Nasdaq subiu 0,74%, para 2.175,40 pontos; e o S&P500 evoluiu 0,94%, para 1.070,25. Os dados são preliminares.
Câmbio
A moeda americana teve um dia de forte oscilação para fechar perto da estabilidade. A divisa abriu em queda no mercado doméstico, mas passou a subir perto das 11 da manhã, só voltando ao sinal negativo após o leilão de compra do Banco Central, realizado até as 15h48 (onde a taxa de corte foi fixada em R$ 1,7689).
Pregão
Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7670, na estabilidade, com volume financeiro que foi perto de 60% do registrado no dia anterior: US$ 197,7 milhões, ante os US$ 318 milhões de ontem. No balcão a moeda recuou 0,11%, a R$ 1,7640, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7750 e a mínima de R$ 1,7600 (uma diferença de 1%). Em julho, com apenas dois pregões de alta, o dólar acumula recuo de 2,22%, mas em 2010 ainda registra alta de 1,20%.
Euro
Perto das 16h40, o euro subia para US$ 1,2692, de US$ 1,2648 anteontem em Nova York, enquanto o dólar avançava a 88,37 ienes, de 87,70 ienes anteontem no final da tarde na mesma praça.
(Agência Estado)





