Europeias
As principais bolsas europeias encerraram em alta ontem, ajudadas por um rali das ações do setor bancário, desencadeado pela esperança de que a divulgação dos resultados dos testes de estresse dos bancos, que estão sendo realizados pela União Europeia, mostrará dados melhores do que o esperado. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 3,30 pontos, ou 1,36%, para 246.06 pontos.

British Petroleum
Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 49,82 pontos, ou 1,00%, para 5.014,82 pontos, revertendo as perdas iniciais e superando o nível dos 5 mil pontos. Os papéis da British Petroleum avançaram 4,8%, com a especulação de que a companhia está explorando a possibilidade de vender uma participação estratégica para o Emirado de Abu Dabi.

Asiáticas
A maior parte das bolsas da Ásia fechou em baixa ontem depois que dados fracos dos Estados Unidos reascenderam os temores sobre a força da recuperação da economia mundial, enquanto os papéis do setor de tecnologia recuaram, indiferentes à previsão otimista da Samsung Electronics sobre seus resultados. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda, puxada pelas companhias de matérias-primas, por causa das preocupações acerca da estabilidade da recuperação econômica dos EUA depois que dados divulgados na terça-feira mostraram uma desaceleração no crescimento do setor de serviços em junho. O índice Hang Seng baixou 1,1% e fechou aos 19.857,07 pontos. As ações da petrolífera Cnooc caíram 2,8%, enquanto os papéis do Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla em inglês) recuaram 1,4%.

Dólar
A relativa ausência de más notícias ajuda a valorização das Bolsas de Valores e contribui para queda dos preços da moeda americana, que hoje retrocedeu para os menores níveis em mais de 60 dias. O dólar comercial atingiu o pico de R$ 1,786 logo na abertura dos negócios, mas oscilou em queda livre no restante do expediente, batendo a cotação mínima de hoje (R$ 1,764) perto do encerramento, em que firmou o valor de R$ 1,767 (queda de 0,84%). Nas casas de câmbio paulistas. O dólar turismo foi mantido em R$ 1,890.

Fluxo cambial
Entre as principais notícias do dia, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saída e entrada de dólares) teve um saldo negativo de US$ 4,3 bilhões em junho, o maior ''deficit'' desde dezembro de 2008. Entre maio e junho, aumentou a posição ''vendida'' dos bancos de US$ 3,2 bilhões para US$ 9 bilhões, isto é, esses agentes financeiros aumentaram suas ''apostas'' na queda da taxa de câmbio. Nesse mesmo período, o Banco Central reduziu o volume de suas compras no mercado de moeda à vista, de US$ 4,2 bilhões (maio) para US$ 1,9 bilhão (junho).

Zona do euro
No front externo, a Eurostat revelou que o crescimento dos países da zona do euro foi de 0,2% no primeiro trimestre, em linha com as projeções de economistas do setor financeiro. Na Ásia, as autoridades chinesas, ligadas ao BC local, ressaltaram que ainda não é o momento de retirar os estímulos à economia.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram hoje, com o resultado surpreendente do IPCA. Segundo o IBGE, o IPCA ficou estável no mês passado contra uma alta de 0,43% no período anterior. Economistas previam uma variação entre 0,11% e 0,13% para o índice oficial de preços.

IGP-DI
Outro índice também mostrou desaceleração: o IGP-DI teve uma variação de 0,34% em junho ante 1,57% em maio. No contrato para outubro de 2010, a taxa prevista retraiu de 10,93% para 10,92%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 11,32% para 11,29%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,95% para 11,87%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
(Das agências)

mockup