Otimismo
O otimismo do presidente do Reserve Bank of Australia (RBA, o banco central do país), Glenn Stevens, em relação ao crescimento de países da Ásia e da América Latina serviu de pretexto ontem para que as bolsas no mundo entrassem em um rali de alta no período da manhã. O mercado acionário europeu fechou na hora do almoço ainda exibindo altas expressivas. Mas o efeito das palavras positivas de Stevens se dissipou no início da tarde, com as bolsas nos EUA desacelerando e fechando com leves altas. Ibovespa sentiu a mudança de humor em Nova York, desacelerou, mas conseguiu manter-se à frente das bolsas americanas, sustentado pelo bom desempenho de Petrobras e ações dos setores de siderurgia, de construção e bancário.

Ibovespa
Sustentado por negócios com ações da Petrobras e dos setores de siderurgia, de construção e bancário, o Ibovespa fechou em alta de 1,97%, aos 62.064,75 pontos. Na sessão, a mínima foi de 60.869,54 pontos, em alta de 0,01%, e a máxima de 62.450,61 pontos, com ganho de 2,60%. Com esse desempenho, a bolsa volta a ter sinal positivo no mês, com alta de 1,85%; no ano, a perda acumulada é de 9,51%.

Petrobras
Petrobras PN, a ação com segundo maior volume (R$ 429,593 milhões), evoluiu 1,92%, para R$ 27,05, enquanto o papel ON subiu 3,30%, para R$ 30,99. Usiminas ON, entre as maiores altas do índice, avançou 4,79%, para R$ 52,50, e PNA evoluiu 2,71%, para R$ 51,10. Entre as construtoras, MRV ON valorizou-se 5,62%, para R$ 13,90, e PDG Realty ON evoluiu 4,24%, para R$ 16,21, ambas entre as maiores altas do índice. No setor bancário, destaques para Bradesco PN, com alta de 3,22%, a R$ 30,10, e Banco do Brasil, valorizada em 2,47%, para R$ 26,95. Vale PNA teve forte procura pela manhã (registrou o maior volume da sessão, com R$ 702,450 milhões), com redução de negócios à tarde, e fechou em alta de 0,93%, a R$ 37,95, enquanto o papel ON subiu 1,26%, para R$ 43,54.

Dow Jones
Depois de alcançar suas pontuações máximas pela manhã, as bolsas americanas reduziram o fôlego, mas mantiveram-se em alta. Pela manhã, o Dow Jones chegou a subir 1,77%; o Nasdaq, +2,12%; e o S&P500, +1,95%. No fechamento, o Dow Jones subiu 0,59%, para 9.743,62 pontos; o Nasdaq evoluiu 0,10%, para 2.093,88 pontos; e o S&P500 avançou 0,54%, para 1.028,06 pontos.

Câmbio
A divulgação de mais um dado negativo sobre a economia dos Estados Unidos pesou contra o dólar e a favor de moedas como o euro e o real, diante da expectativa de que a maior economia do planeta mantenha sua taxa próxima de zero ainda por muito tempo.

Leilão BC
Em relação à moeda brasileira, entretanto, a inversão do movimento no final do pregão levou os operadores a imaginar que o BC pode ter sido mais agressivo no leilão diário, ocorrido no final da sessão, até 15h43, fixando a taxa de corte em R$ 1,7769. A divisa também pode ter acompanhado o movimento das bolsas em Nova York, que passaram a cair no final do dia. Ao término do pregão, o dólar pronto na BM&F fechou em alta de 0,33%, a R$ 1,7841, enquanto no balcão a divisa avançou 0,28%, para R$ 1,7820, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7850 e a mínima de R$ 1,7620.

Euro
O euro manteve a trajetória e era cotado a US$ 1,2615 perto das 16h40, ante os US$ 1,2541 anteontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar caía para 87,46 ienes, de 87,75 anteontem em Nova York.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (39.950 contratos) subia a 10,922%, de 10,90% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (128.170 contratos), estável, projetava 11,31%; o DI janeiro de 2012 (184.780 contratos) subia a 11,94%, de 11,91% ontem; e o DI janeiro de 2014 (15.660 contratos) passava de 12,00% para 12,04%.
(Agência Estado)

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