MERCADO FINANCEIRO
Baixa liquidez
O Ibovespa começou a semana fraco, em queda e com baixa liquidez, por causa, sobretudo, do feriado nos EUA (Dia da Independência). Sem o referencial das bolsas em Nova York, que permaneceram fechadas, os investidores se retraíram. A semana, aliás, deverá ser caracterizada por essa fraqueza de negócios, uma vez que sexta-feira será o dia de a Bovespa não funcionar, em razão de feriado no Estado de São Paulo (Revolução Constitucionalista). ''Teremos apenas três pregões cheios esta semana, de terça a quinta-feira'', comentou um analista de uma corretora.
Ibovespa
Durante a maior parte da sessão, o Ibovespa ficou estacionado no negativo no limite inferior da casa dos 61 mil pontos. Chegou a aprofundar a queda e pisou na mínima, aos 60.796,20 pontos, pouco antes do fim dos negócios, e fechou aos 60.865,27 pontos, em queda de 0,92% - a pontuação é a menor desde 27 de maio. Ao longo da sessão, a máxima foi de 61.667,07 pontos, em alta de 0,39%. No mês, em três dias úteis, o Ibovespa acumula perda de 0,11%; e, no ano, recua 11,26%. O volume foi de apenas de R$ 2,519 bilhões, inferior até mesmo ao total registrado em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul.
China
O marasmo reflete ainda o início do período de férias no Hemisfério Norte e deslocamento de recursos de investidores estrangeiros para a China, interessados em participar da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Agricultural Bank of China, a terceira maior instituição de crédito da China em ativos. O banco planeja captar até US$ 23,2 bilhões nas Bolsas de Xangai e de Hong Kong, marcando um recorde como o maior IPO do mundo. O preço do IPO da instituição será definido amanhã e a ações começarão a ser comercializadas em Xangai dia 15 e no dia seguinte em Hong Kong.
Retirada
A Bovespa iniciou o mês com a retirada de R$ 253,630 milhões em capital externo na última quinta-feira, dia 1º de julho. No primeiro dia útil de julho, as compras corresponderam a R$ 1,928 bilhão e as vendas a R$ 2,182 bilhões. Em 2010, há um deficit de recursos estrangeiros na Bovespa de R$ 3,192 bilhões.
Câmbio
Após exibir leves altas e quedas até o meio da tarde, o dólar no balcão firmou-se em campo positivo na hora final de negociação, quando renovou a máxima intraday, de R$ 1,7790 (+0,17%). Um operador atribuiu o ajuste final da moeda à persistente cautela no mercado internacional por causa do receio de que uma recessão mundial de mergulho duplo poderá ressurgir. Sem disposição para assumir grandes riscos, os players locais operaram na defensiva e de olho no leve recuo do euro ante o dólar, embora a divisa europeia tenha se sustentado no patamar de US$ 1,25 o dia todo.
Mercado Local
No mercado local, após oscilar 0,51% na sessão, o dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,7770, com ganho de 0,06%. A cotação mínima, pela manhã, foi de R$ 1,770 (-0,34%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou na máxima, a R$ 1,7783 (+0,09%). No mercado de dólar futuro, o contrato da moeda com vencimento em 1º de agosto projetava às 16h37 taxa de R$ 1,7875 (+0,38%). No leilão diário de compra de dólares, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,7755. Às 16h36, o euro estava US$ 1,2542, de US$ 1,2543 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (28.320 contratos) projetava 10,905%, de 10,90% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (69.110 contratos), estável, marcava 11,31%; o DI janeiro de 2012 (105.465 contratos) estava em 11,91%, de 11,93% na sexta-feira; e o DI janeiro de 2014 (6.815 contratos) passava de 12,02% para 12,00%.
(Agência Estado)





