Bovespa
Ordens de compra nas últimas horas do pregão evitaram que a Bovespa seguisse o tom negativo das demais Bolsas no encerramento dos negócios de ontem. O jogo do Brasil na Copa reduziu pela metade, praticamente, o volume financeiro. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, teve ganho de 0,32% no fechamento, aos 61.429 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,63 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 0,47% no encerramento das operações.

EUA
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou a perda de 125 mil postos no mês de junho, entre contratações e demissões. A taxa de desemprego atingiu 9,5%. Economistas do setor financeiro esperavam um decréscimo em torno de 130 mil e uma taxa de 9,8%. O governo americano ainda informou uma queda de 1,4% no volume de encomendas ao setor industrial em maio. Economistas esperavam uma contração em torno de 0,1%.

Pequim
Ainda no front externo, Pequim revisou para cima suas projeções de crescimento do PIB (soma das riquezas do país) neste ano, de 8,7% para 9,1%, citando um aumento da produção industrial e uma contribuição maior do setor de serviços. E a agência de estatísticas Eurostat reportou que a taxa de desemprego na zona do euro atingiu 10% em maio, a mesma taxa de abril (dado revisado). Em maio, 15,789 milhões de pessoas estavam sem emprego nos 16 países da região, 35 mil a mais que em abril. Os números vieram em linha com as expectativas do mercado financeiro. A agenda de indicadores doméstica não teve maiores destaques.

Riscos externos
Os analistas da Spinelli Corretora ainda veem um cenário complicado para o mês de julho, em que os riscos externos continuam afetando o rumo dos negócios da Bolsa brasileira. A Europa deve chamar a atenção pelas condições do setor bancário, em processo de avaliação (testes de estresse). Nos EUA, os economistas da corretora esperam uma nova bateria de dados, que deve mostrar ''a acomodação do crescimento'', com a retirada de vários incentivos do governo a empresas e consumidores.

Dólar
Os preços da moeda americana cederam pelo terceiro dia consecutivo, em um jornada com menos negócios devido ao ''intervalo'' informal realizado durante o jogo da seleção brasileira na Copa. Esse giro baixo costuma afetar a volatilidade e a formação dos preços. Nesse contexto, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,778, em queda de 1%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,790 e R$ 1,770. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo cedeu 1,04%, para R$ 1,890.

Indicadores
  Profissionais de mercado ressaltam que, embora os últimos indicadores econômicos de China e EUA tenham elevado a aversão ao risco, o dólar (‘‘refúgio’’ histórico em momentos de nervosismo) tem pouco espaço para disparar na praça doméstica. Entre os vários motivos, há a percepção de que o diferencial ‘‘elevado e crescente’’ entre os juros domésticos e internacionais ainda deve atrair capital estrangeiro. O país também ganhou ‘‘pontos’’ em termos de credibilidade internacional: na segunda-feira, a agência Fitch antecipou que pode melhorar a avaliação do ‘‘rating’’ (nota de risco de crédito) brasileiro.


Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis. No contrato para outubro de 2010, a taxa prevista subiu de 10,89% ao ano para 10,90%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 11,32% para 11,31%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,95% para 11,93%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
(Das agências)

mockup