MERCADO FINANCEIRO
Bancos
São Paulo - Uma procura mais forte por ações de bancos e um equilíbrio entre oferta e demanda de ações da Vale ajudaram ontem o Ibovespa a fechar em alta, na contramão dos mercados acionários globais. Enquanto no mundo as bolsas sucumbiram à série de indicadores econômicos negativos na China, Europa e Estados Unidos, que mostraram atividade industrial mais fraca no mundo e elevaram os temores dos investidores sobre a recuperação econômica global, a Bovespa se apoiou em papéis do Banco do Brasil, Itaúsa, Itaú Unibanco e Bradesco, que estiveram entre os de maior valorização na sessão.
Ibovespa
Nesta primeira sessão de julho, o Ibovespa fechou em alta de 0,495%, a 61.236,20 pontos. Ao longo da sessão, atingiu a mínima de 60.055,71 pontos, em queda de 1,44%, e a máxima de 61.381,03 pontos, em alta de 0,73%. No ano, a perda acumulada é de 10,72%. O volume financeiro somou R$ 7,220 bilhões.
BB
O papel do Banco do Brasil liderou o ranking das ações mais valorizadas na Bovespa ontem. A ação BB ON subiu 6,13%, a R$ 26,16, com giro financeiro de R$ 815,122 milhões, o segundo maior do pregão. Na sequência, vieram as ações Itaúsa PN, com alta de 4,67%; Itaú Unibanco PN, com valorização de 4,65%; e Bradesco PN, em alta de 4,48%.
Vale
As ações da Vale fecharam em alta. O papel PNA, o mais negociado na sessão, com giro de R$ 847,875 milhões, obteve valorização de 0,71%, a R$ 38,18. O papel ON fechou em +0,44%, cotado a R$ 43,84. Petrobras, por sua vez, registrou quedas: a ação ON cedeu 2,61%, a R$ 30,19, e a PN recuou 1,53%, a R$ 26,45.
Mau humor
O mercado abriu sob o efeito do dado da China, onde o índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) caiu para 52,1 em junho, de 53,9 em maio. O mau humor estendeu-se à Europa, onde o PMI da zona do euro recuou para a mínima em quatro meses de 55,6 em junho, de 55,8 em maio, e se intensificou com indicadores dos Estados Unidos.
Dow Jones
O índice Instituto para Gestão de Oferta de atividade industrial (ISM, na sigla em inglês) dos Estados Unidos declinou para 56,2% em junho, de 59,7% no mês anterior, enquanto as vendas pendentes de imóveis recuaram 30% no mês passado e os pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada aumentaram 13 mil, contrariando a expectativa de queda de 7 mil. O número corrobora as expectativas de que o payroll hoje pode mostrar novamente queda na oferta de trabalho em junho. Em Nova York, o Índice Dow Jones fechou em queda de 0,42%, em 9.732,53 pontos; o Nasdaq cedeu 0,37%, para 2.101,36 pontos; e o S&P500 recuou 0,32%, para 1.027,37 pontos.
Dólar
Ao final do pregão deste primeiro dia do mês, o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,7950, queda de 0,33%, enquanto no balcão a moeda recuou 0,50%, também a R$ 1,7950, perdendo o patamar de R$ 1,80 dos dois últimos dias. A máxima foi de R$ 1,81 e a mínima, de R$ 1,7920.
Euro
Por conta do enfraquecimento do dólar, o euro recuperou ontem o patamar de US$ 1,25, o que não acontecia desde o final de maio. Perto das 16h50, a divisa era negociada a US$ 1,2529, de US$ 1,2238 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar retrocedia a 87,56 ienes, de 88,43 anteontem em Nova York, alcançando ontem a menor cotação ante o iene em sete meses (de 87,70 ienes).
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, a maioria das taxas exibia queda: o DI outubro de 2010 (61.170 contratos) mostrava estabilidade em 10,89% ontem; o DI janeiro de 2011 (242.520 contratos) caía de 11,36% para 11,31%; o DI janeiro de 2012 (347.820 contratos) rompeu o suporte de 12,02% e cedia a 11,96%, de 12,08% no ajuste da véspera; o DI janeiro de 2014 (47.600 contratos) passava de 12,21% para 12,05%.
(Agência Estado)





