MERCADO FINANCEIRO
Valorização
O esforço do Ibovespa e das bolsas norte-americanas ao longo do dia para fechar com pequenas valorizações, repetindo performance do mercado europeu, foi atropelado no meio da tarde pela notícia de que a Moody's Investors Service colocou o rating dos bônus da dívida soberana da Espanha em moeda local e em moeda estrangeira em revisão para possível rebaixamento (os dois ratings estão em Aaa).
Ibovespa
O Ibovespa, depois de andar na faixa dos 62 mil pontos ao longo de quase toda a sessão, fechou na mínima, em queda de 1,68%, aos 60.935,90 pontos - menor pontuação desde 27 de abril. A máxima foi registrada pela manhã, de 62.644,69 pontos, com alta de 1,08%. O índice acumulou queda de 3,35% no mês e de 11,16% no primeiro semestre, que é o acumulado do ano até o momento.
Petrobras
Petrobras impediu recuo maior do Ibovespa, ao manter-se em alta durante a sessão. O papel PN subiu 0,11%, para R$ 26,86. Segundo Felipe Casotti, gestor de renda variável da Máxima Asset Management, as recentes baixas do papel o tornaram atrativo, num dia em que surgiram novas definições sobre sua capitalização.
BB
O Banco do Brasil definiria ontem o preço por ação em sua oferta. Conforme apurou a Agência Estado, o valor por ação deveria ficar abaixo da cotação de fechamento de anteontem (R$ 25,50), o que deve levar o banco a captar cerca de R$ 10 bilhões.
Espanha
Não fosse a notícia sobre a Espanha, Ibovespa e as bolsas americanas poderiam ter fechado com valorização. Até o meio da tarde, elas vinham se mantendo em campo positivo, ancoradas nas mesmas condições que deram ganhos às europeias. O mercado agarrou-se à demanda abaixo da esperada dos bancos europeus pelo financiamento de três meses ofertado pelo BCE para tentar fechar melhor o semestre, mas teve o ímpeto reduzido pela divulgação do dado de emprego do setor privado nos EUA abaixo do esperado.
Dow Jones
Em Nova York, o Dow Jones fechou em queda de 0,98% a 9.773 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 1,21%, a 2.109 pontos. E o S&P500 caiu 1,01%, para 1.030 pontos. Os dados são preliminares.
Leve alta
As principais bolsas europeias fecharam em leve alta, refletindo a diminuição dos temores com a saúde do setor bancário da região, após a baixa aceitação no leilão de refinanciamento para três meses do Banco Central Europeu (BCE). Os ganhos foram limitados, no entanto, uma vez que os traders digeriram dados mistos dos Estados Unidos, em meio às preocupações com o vencimento do programa extraordinário de empréstimos bancários do BCE.
Câmbio
O dólar viveu um dia de quedas ante várias divisas, mas no Brasil o que pesou a favor do real foi a expectativa de fluxo de recursos estrangeiros, além dos sinais positivos para a economia local emitidos no Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central.
Dólar
Ao final do pregão, o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,8010, queda de 0,42%, enquanto no balcão a moeda recuou 0,33%, a R$ 1,8040, na máxima do dia (a mínima foi de R$ 1,7910). No mês, a divisa americana tem queda de 0,88%, enquanto no semestre o dólar tem alta acumulada de 3,5%. A moeda única do bloco chegou a ser negociada a US$ 1,23 na máxima de ontem, mas valia US$ 1,2233 perto das 16h40, ante os US$ 1,2196 anteontem no final da tarde em Nova York.
Juros
O DI outubro de 2010 (26.520 contratos) estava na máxima de 10,89%, de 10,87% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (309.525 contratos) subia de 11,34% para 11,36%; o DI janeiro de 2012 (196.780 contratos), também na máxima, projetava 12,08%, de 12,02% anteontem; e o DI janeiro de 2014 (22.045 contratos) disparava a 12,21%, de 12,09% anteontem.
(Agência Estado)





