Bolsas
O tombo de 3,50% do Ibovespa ontem refletiu as fortes quedas nas bolsas mundiais. O estopim foi dado pela divulgação de indicadores econômicos ruins na China e no Japão. Na Europa, aos maus ventos asiáticos somou-se o receio do investidor de que os bancos da região poderão ter dificuldades para honrar empréstimo do Banco Central Europeu (BCE) que vence na quinta-feira. Nos EUA, os investidores ficaram desapontados ainda com o dado da confiança do consumidor. ''Com tudo isso acontecendo, a Bovespa não tinha como escapar'', comentou um analista de uma corretora.

Bovespa
A Bovespa ao longo do dia perdeu o suporte dos 63 mil, por onde transitava desde 10 de junho, escorregou até a mínima à tarde aos 61.670,12, em queda de 3,98%. O Ibovespa fechou aos 61.977,61 pontos, em queda de 3,50%. Com esse desempenho, devolveu os ganhos acumulados no mês e passou a cair 1,69% no período (até ontem contabilizava alta de 1,87% em junho). No ano, a desvalorização acumulada é de 9,64%. Refletindo a força vendedora, o volume financeiro somou R$ 7,63 bilhões.

Crise
A porta de entrada da crise externa no Ibovespa foram as ações de commodities, com Vale e Petrobras na linha de frente. Maus indicadores chineses elevam receios de desaceleração de crescimento do país e redução de importações de minérios. A ação Vale PNA caiu 4,83%, cotada a R$ 39,03; a ON cedeu 4,83%, para R$ 44,90. Operadores observaram grande movimento de vendas do papel da mineradora por estrangeiros. Petrobras também foi alvo de vendas, porém de menor força, por causa das quedas recentes do papel. Petrobras PN caiu 2,15%, para R$ 26,83, e a ação ON cedeu 1,02%, para R$ 31,04.

Confiança
Nos EUA, num cenário mundial já deteriorado no início dos negócios, os investidores se depararam com o dado desapontador da confiança do consumidor, considerado um referencial importante da intenção de consumo. A confiança do consumidor dos EUA caiu para 52,9 em junho, segundo a empresa privada de pesquisas Conference Board, de 62,7 em maio, bem abaixo das expectativas dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que eram de 62,5. Após o dado, a queda das bolsas em Nova York se intensificou.

Dow Jones
No fechamento, o Índice Dow Jones recuou 2,65%, para 9.870,30 pontos; o S&P 500 cedeu 3,10%, para 1.041,24 pontos; e o Nasdaq caiu 3,85%, para 2.135,18 pontos.

Câmbio
A perspectiva de forte ingresso de recursos para a oferta pública de ações do Banco do Brasil serviu como contraponto ao real ontem, em que sobraram notícias ruins para empurrar os investidores para os ativos considerados mais seguros, como o dólar, o iene e os títulos do Tesouro americano. Ao final do pregão de ontem, o dólar no balcão avançou 1,51%, para R$ 1,81, maior cotação desde 11 de junho.

Euro
O euro, em meio à aversão ao risco generalizada e às preocupações com a liquidez das nações do bloco, teve outro pregão de queda. Perto das 16h40 de ontem, a moeda única era negociada a US$ 1,2191, de US$ 1,2276 anteontem no final da tarde em Nova York.

Juros
O cenário externo tenso promoveu uma nova rodada de alívio nos juros futuros de longo prazo, especialmente pela manhã de ontem, enquanto os curtos mantiveram o comportamento comedido, terminando próximos da estabilidade, mas sustentando um viés de alta.

DIs
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (61.110 contratos) estava em 10,87%, de 10,86% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (318.340 contratos) ia à máxima de 11,34%, de 11,32% ontem; o DI janeiro de 2012 (207.230 contratos) recuava a 12,02%, de 12,04% ontem; e o DI janeiro de 2014 (11.625 contratos) cedia de 12,11% para 12,09%.

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