Ibovespa
Em dia de poucos negócios por causa do jogo do Brasil contra o Chile pela Copa do Mundo, O Ibovespa alternou sinal positivo e negativo durante a manhã, mas à tarde ficou presa no vermelho, quando se acentuou o movimento de realização de lucros, fechando na mínima da sessão. Nos EUA, as bolsas também estiveram indefinidas pela manhã, mas à tarde exibiram alta que não se sustentou e fecharam com leves quedas.

Volume
O volume negociado, como era de se esperar por causa do jogo, foi de R$ 3,219 bilhões, um pouco menor que nos dois jogos anteriores do Brasil em dias de semana. No jogo do dia 15, o volume foi de R$ 3,742 bilhões e no do dia 25, R$ 3,319 bilhões. Nesse quadro, o Ibovespa fechou em queda de 0,92%, aos 64.225,22 pontos, na mínima. A máxima foi de 65.104,67 pontos (+0,43%). No mês, acumula alta de 1,87%; em 30 dias, sobe 3,68%e no ano cai 6,36%.

Americanas
As bolsas americanas só se firmaram no positivo após decisão da Suprema Corte norte-americana, que rejeitou a revisão de uma regra para o setor de tabaco e pedido do governo dos EUA por sanções adicionais para as companhias do segmento. No final, os indicadores fecharam em pequenas quedas. O Dow Jones aos 10.138 pontos (-0,05%); o Nasdaq, aos 2.220 pontos (-0,13%); e o S&P com 1.074 pontos (-0,20%).

No Brasil
De volta ao Brasil, analistas comentam que a Bolsa brasileira passa agora por movimento de realização de lucro que tende a prevalecer nos próximos dias. Ao acumular valorização superior às bolsas americanas, a Bovespa abre espaço para essas realizações, que atingem blue chips como Vale e Petrobras. O papel PN da Petrobras fechou cotado a R$ 27,42, em queda de 1,76%. A ação ON caiu 2,06%, para R$ 31,36. No caso da Vale, a ação ON caiu 1,87%, para R$ 47,18, e a PNA teve queda de 2,17%, para R$ 41.01.

Câmbio
O dólar à vista acabou sofrendo a influência da depreciação mais acentuada do euro perto da hora do almoço e, com fechamento antecipado por conta do Jogo do Brasil, acabou virando o sinal nos minutos finais e encerrando a segunda-feira em alta ante o real. No caso do dólar futuro, entretanto, que também acompanhou a invertida da hora do almoço, os horários de fechamento foram mantidos.

Dólar
Ao final da sessão reduzida no mercado à vista, às 13h30, o dólar pronto da BM&F teve queda de 0,03%, a R$ 1,7775, com movimentação financeira duas vezes maior que sexta-feira: US$ 336,75 milhões ante os US$ 186 milhões da véspera. No balcão a moeda avançou 0,22%, para R$ 1,7830. O giro interbancário de ontem foi até melhor que o de sexta-feira, mas ainda foi considerado fraco pelos operadores. Ele subiu para US$ 3,275 bilhões, de US$ 1,94 bilhão na véspera.

Leilões BC
Perto das 17h55, o euro era negociado a US$ 1,2279, de US$ 1,2388 no final da tarde de sexta em Nova York, enquanto o dólar avançava a 89,37 ienes, de 89,26 na sexta em NY. O Banco Central manteve a prática de realizar leilões de compra no mercado à vista, como faz diariamente desde 8 de maio do ano passado, e fixou ontem a taxa de corte em R$ 1,7790, em leilão realizado entre 12h05 e 12h15.

Juros
À medida que se aproximava o início da partida entre Brasil e Chile, a liquidez minguava e assim encerraram a negociação normal da BM&F as principais taxas: DI outubro de 2010 (50.990 contratos) a 10,86% (máxima), de 10,84% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (124.010 contratos) a 11,32%, de 11,31% na sexta-feira; o DI janeiro de 2012 (61.330 contratos), a 12,04%, de 12,08% na última sessão; e o DI janeiro de 2014 (3.665 contratos) recuou a 12,11%, de 12,14% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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