Água abaixo
Todo o esforço da Bovespa anteontem para recuperar os 65 mil pontos foi por água abaixo na sessão de ontem. O índice acompanhou a aversão a risco externa e operou em baixa o pregão todo, perdendo não só o nível recém-conquistado como também os 64 mil pontos. O recuo das ações da Petrobras, ignorado na véspera, serviu ontem de lastro extra ao tombo do índice, que acompanhou os temores sobre a sustentabilidade da recuperação da economia global.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,88%, aos 63.936,70 pontos. Na mínima, registrou 63.736 pontos (-2,19%) e, na máxima, os 65.154 pontos (-0,01%). No mês, acumula alta de 1,41% e, no ano, queda de 6,78%. O giro financeiro totalizou R$ 4,948 bilhões.

Estados Unidos
Apesar de os Estados Unidos terem divulgado ontem dois indicadores melhores do que as projeções, os investidores amanheceram azedos, digerindo os dados ruins da véspera e também o tom um pouco mais ácido da comunicado do Fomc, também de anteontem, que sinalizou que a principal economia do globo não está exibindo um ritmo de recuperação como esperado.

Auxílio-desemprego
Assim, nem mesmo a queda maior do que a esperada no número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego (-19 mil, para 457 mil, após ajustes sazonais, na semana até 19 de junho, ante previsão de -7 mil) e o recuo menor que o previsto na demanda por bens duráveis (-1,1% em maio, ante projeção de -1,5%) tiveram força para dar uma animada nos investidores.

Dow Jones
O Dow Jones acabou encerrando em queda de 1,41%, aos 10.152,80 pontos. O S&P terminou com perda de 1,68%, aos 1.073,69 pontos, e o Nasdaq, com recuo de 1,63%, aos 2.217,42 pontos. As bolsas europeias também sentiram os efeitos do encontro do Fomc de anteontem, justamente por falarem dos problemas da região, e fecharam em baixa.

Perdas
As perdas domésticas ontem tiveram não só a participação da Petrobras, que continuou reagindo à notícia do adiamento da oferta de ações de julho para setembro, como da Vale.

Petrobras
Petrobras ON caiu 3,07% e PN, 3,54%. No finalzinho da sessão do Ibovespa, a S&P Equity rebaixou a recomendação para as ações da estatal de comprar para manter. Vale ON terminou em baixa de 2,24% e PNA, de 2%. No setor siderúrgico, Usiminas PNA subiu 1,93% e CSN ON, 0,04%, em meio às perspectivas de que os preços do aço no mercado internacional parem de cair ou retomem o movimento de alta.

Câmbio
Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto da BM&F teve queda de 0,11%, a R$ 1,7880, enquanto no balcão a moeda também recuou 0,11%, para R$ 1,7890, depois de abrir em alta de 0,28%, virar o sinal pouco depois e de acentuar a queda na hora do almoço, quando os comentários de uma possível entrada se acentuaram nas mesas. A máxima cotação foi de R$ 1,7980 e a mínima, de R$ 1,7800, enquanto o giro em D+2, ainda preliminar, era de US$ 4,27 bilhões, superior ante os US$ 3,37 bilhões de ontem. No mercado futuro, o contrato para julho/2010 estava na estabilidade, a R$ 1,7905.

Euro
Perto das 16h40, o euro tinha ligeira alta para US$ 1,2332, de US$ 1,2311 anteontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar recuava para 89,47 ienes, de 89,88 ienes ontem em Nova York. O Banco Central manteve a prática de realizar leilão para compra de moeda no mercado spot até 15h39 e fixou a taxa de corte de R$ 1,7837.

Juros
Ao final da negociação normal, o DI outubro de 2010 (168.830 contratos), estável ante o ajuste anterior, marcava 10,82% (mínima); o DI janeiro de 2011 (182.285 contratos) estava em 11,29% (mínima), de 11,30% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2012 (235.920 contratos) recuava de 12,13% para 12,08% (mínima); e o DI janeiro de 2014 (17.270 contratos) caía a 12,15% (mínima), de 12,26% ontem.
(Agência Estado)

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