Efeito China
A notícia de que a China decidiu flexibilizar o yuan proporcionou um início de semana positivo à Bovespa, que avançou puxada principalmente pelas ações de Vale e siderúrgicas. O entusiasmo, no entanto, foi bem maior pela manhã, quando o principal índice à vista ultrapassou 1,6% de alta. À tarde, com a inversão para baixo das bolsas norte-americanas, os ganhos da Bovespa caíram consideravelmente.

Bovespa
A Bovespa terminou o dia ontem com ganho de 0,61%, aos 64.829,03 pontos. Na mínima, registrou 64.442 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 65.517 pontos (+1,67%). No mês, acumula alta de 2,83% e, no ano, queda de 5,48%. O giro financeiro totalizou R$ 9,335 bilhões, dos quais R$ 3,96 bilhões referentes ao exercício de opções sobre ações.


Europeias
As Bolsas europeias subiram e a brasileira também, mas não sem devolver parte dos ganhos por causa da inversão para baixo perto do final dos índices norte-americanos. O Dow Jones terminou em baixa de 0,08%, aos 10.442,41 pontos, o S&P recuou 0,39%, aos 1.113,20 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,90%, aos 2.289,09 pontos.

Ações da Vale
No Brasil, o efeito China pode ser percebido principalmente nas ações da Vale - também beneficiada pelo exercício de opções sobre ações -, mas as siderúrgicas também foram puxadas para cima. Vale ON avançou 3,13% e PNA, 2,90%. Gerdau PN terminou em +1,15%, Metalúrgica Gerdau PN, em +0,12%, Usiminas PNA, +0,94%, e CSN ON, +1,27%.

Petrobras
Petrobras acabou encerrando na contramão do petróleo. Na Nymex, o contrato para julho subiu 0,83%, a US$ 77,82. Aqui, Petrobras ON caiu 0,23% e PN, 0,31%. Ontem, a Petrobras divulgou seu plano de investimentos, no qual prevê, entre 2010 e 2014, US$ 224 bilhões, sendo US$ 212,3 bilhões no Brasil e US$ 11,7 bilhões, no exterior.

Câmbio
No mercado doméstico de câmbio, a moeda americana no balcão, que abriu em queda de 0,85%, reduziu as perdas ao longo do pregão, seguiu a inversão de sinal nas bolsas em NY ao final do dia e acabou em alta de 0,11% - a primeira em seis pregões - para R$ 1,7740, na máxima. A moeda chegou a encostar no piso de R$ 1,75 na mínima do dia (R$ 1,7550), o que não acontecia desde o início de maio. No segmento futuro, o contrato mais negociado, de julho/2010, era negociado há pouco a R$ 1,777, alta de 0,03%. Já o dólar pronto da BM&F avançou 0,06%, a R$ 1,7730.

Leilão BC
O Banco Central manteve a prática de enxugar liquidez do mercado à vista e realizou leilão nos minutos finais do pregão, até 16h12, fixando a taxa de corte em R$ 1,7730. A autoridade monetária compra moedas diariamente desde 8 de maio do ano passado.

Juros
Os juros futuros de curto prazo oscilaram perto da estabilidade ao longo da sessão, enquanto os longos mantiveram a trajetória de queda iniciada dias atrás. A perda de inclinação da curva continua a ser alimentada pela expectativa de um processo de ajuste da Selic concentrado nos próximos meses, o que resulta em alívio de prêmios nos contratos com vencimento a partir de 2012.

Negociação
Ao término da negociação normal da BM&F, os principais DIs estavam nas mínimas. O DI outubro de 2010 (120.900 contratos), estável, projetava 10,79%; o DI janeiro de 2011 (199.620 contratos) passava de 11,31% no ajuste anterior para 11,29%; o DI janeiro de 2012 (180.135 contratos) caía de 12,19% para 12,14%; e o DI janeiro de 2014 (18.320 contratos) também projetava 12,14%, de 12,21% no ajuste da sexta-feira.
(Agência Estado)

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