Pregão técnico
A ausência de indicadores relevantes e o noticiário esvaziado deram espaço para um pregão técnico na Bovespa, pautado pelo vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira. O quadruple witching em Wall Street, exercício que ocorre quatro vezes por ano nas bolsas norte-americanas, também contribuiu para a volatilidade da sessão.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a semana em baixa de 0,16%, aos 64.437,58 pontos. Na mínima, registrou 64.239 pontos (-0,47%) e, na máxima, os 64.941 pontos (+0,62%). No mês, acumula alta de 2,21% e, no ano, perda de 6,05%. Na semana, o índice subiu 1,31%. O giro financeiro totalizou R$ 6,557 bilhões.

Dow Jones
Nos EUA, os índices oscilaram bastante e, no final, terminaram em alta. Além do exercício quádruplo, o noticiário corporativo ganhou amplitude. O Dow Jones terminou em alta de 0,16%, aos 10.450,64 pontos, o S&P avançou 0,13%, aos 1.117,51 pontos, e o Nasdaq subiu 0,11%, aos 2.309,80 pontos.

Europa
Na Europa, o sinal não foi uniforme, com os investidores divididos entre o declínio dos papéis do setor farmacêutico e o avanço das ações de bancos, que reagiram positivamente à notícia de que os líderes da União Europeia divulgarão os resultados dos testes de estresse realizados com os 25 maiores instituições financeiras europeias.

Ásia
Os principais mercados asiáticos fecharam a semana sem tendência definida. Ontem, fatores locais pesaram negativamente sobre China e Taiwan. Hong Kong e Coreia do Sul se beneficiaram do bom desempenho das ações no setor financeiro. A Bolsa de Hong Kong teve a oitava elevação consecutiva, com a alta nas ações bancárias por conta do aumento da confiança na economia da zona do euro. O índice Hang Seng subiu 148,31 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 20.286,71 pontos - na semana, o índice acumulou ganhos de 2,1%. Bank of China Hong Kong avançou 2,7%, China Construction Bank adicionou 1,3% e HSBC ganhou 1,1%.


Petrobras
De volta ao Brasil, Vale ON terminou em baixa de 0,95% e PNA, de 1,33%. Os papéis acompanharam o recuo dos metais. Petrobras ON terminou com baixa de 0,41% e PN, de 0,10%. O mercado ainda aguarda o anúncio do plano de investimentos da Petrobras para o período de 2010 a 2014.

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para julho terminou com elevação de 0,51%, a US$ 77,18 o barril. Cabe registrar que a Moody's rebaixou ontem o rating da British Petroleum em três notas, de Aa2 para A2, em razão dos custos dos trabalhos da companhia para controlar o vazamento de petróleo no Golfo do México e a exposição da BP aos processos judiciais em consequência do acidente.

Câmbio
O pronto da BM&F fechou com queda de 0,93%, a R$ 1,7720, enquanto a moeda no balcão recuou 1,01%, também a R$ 1,7720 - menor cotação desde 4 de maio. Na semana, o recuo do dólar foi de 2,42%. A divisa abriu o dia em queda de 0,73% e oscilou entre a máxima de R$ 1,7830 e a mínima de R$ 1,7710. No segmento futuro, o contrato para julho/2010, mais líquido, perdia há pouco 0,70%, a R$ 1,7735. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,2368, de US$ 1,2388 no final da tarde em Nova York. Nesta semana, a moeda única do bloco teve apreciação de cerca de 2,40%, a maior em quase um ano.

Juros
O DI outubro de 2010 (140.170 contratos), estável, projetava 10,79%; o DI janeiro de 2011 (350.655 contratos) subia de 11,27% para 11,31%; o DI janeiro de 2012 (204.760 contratos) estava em 12,19%, de 12,21% anteontem; e o DI janeiro de 2014 (25.070 contratos) recuava a 12,21%, de 12,30% anteontem.
(Agência Estado)

mockup