Recuo
Depois de dois dias em alta, a Bovespa voltou a recuar no pregão de ontem, não sem antes ter pisado, novamente, nos 65 mil pontos - movimento visto na véspera. Apesar do sucesso do leilão de títulos da Espanha, razão para o avanço das bolsas europeias, o Ibovespa seguiu o desempenho negativo dos índices norte-americanos que se seguiu à divulgação de dados fracos sobre a economia do país.

Ibovespa
O Ibovespa terminou em queda de 0,32%, aos 64.540,91 pontos. Na mínima, registrou 64.115 pontos (-0,98%) e, na máxima, os 65.182 pontos (+0,67%). No mês, acumula ganho de 2,37% e, no ano, perda de 5,90%. O giro financeiro totalizou R$ 6,411 bilhões. A Bovespa abriu em alta, acompanhando o desempenho europeu após o bem-sucedido leilão de títulos feito pela Espanha.

Dow Jones
O Dow Jones terminou o pregão com alta de 0,24%, aos 10.434,17 pontos, o S&P subiu 0,13%, aos 1.116,04 pontos, e o Nasdaq avançou 0,05%, aos 2.307,16 pontos.

Commodities
Apesar da alta do euro ante o dólar, as commodities terminaram em baixa e pesaram sobre o Ibovespa, sobretudo sobre as blue chips Vale e Petrobras. Vale ON recuou 1,76% e PNA, 1,39%, Petrobras ON caiu 0,55% e PN, 0,44%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho recuou 1,13%, para US$ 76,79.

Altas
Com as principais ações de olho no mercado externo, o Ibovespa teve um contraponto dos papéis voltados ao consumo doméstico, que é o que tem sustentado o desempenho da economia. As maiores altas do Ibovespa ontem foram MRV ON (+3,68%), Natura ON (+2,17%) e PDG ON (+2,05%). Registraram as maiores quedas, TIM PN (-3,54%), BrT PN (-3,23%) e Tele Norte Leste PNA (-3,08%).

Câmbio
Em um momento em que a Europa atrai mais a atenção do investidor que os Estados Unidos, os dados econômicos não muito favoráveis da maior economia do planeta acabaram tendo um efeito reduzido nos mercados ontem e não impediram que o euro chegasse a encostar no US$ 1,24 no intraday - o que não acontecia desde o final de maio - e o dólar fechasse estável ante o real, depois de três quedas consecutivas, em um movimento visto mais como uma realização de lucros após a depreciação recente do que uma tendência.

BM&F
O dólar pronto da BM&F fechou em alta de 0,08%, a R$ 1,7887, na máxima do dia, enquanto a moeda no balcão ficou estável, a R$ 1,7900. A divisa abriu o dia em queda de 0,56%, chegou a reduzir as perdas após a divulgação de dados americanos e virou o sinal nos minutos finais do pregão, movimento também seguido no segmento futuro, onde o contrato para julho/2010, mais líquido, passou a subir 0,06%, negociado a R$ 1,7945. É bom salientar que ontem pela manhã, operadores citaram a possível atuação de importadores diante da baixa cotação da divisa.

Euro
Perto das 16h40 de ontem, o euro, que chegou a bater US$ 1,24 mais cedo, antes dos dados americanos, estava cotado em US$ 1,2376, de US$ 1,2311 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar valia 90,90 ienes, de 91,42 ienes anteontem em NY.

BC
O Banco Central realizou pela manhã de ontem o costumeiro leilão de compra no mercado spot, fixando a taxa de corte em R$ 1,7836.

Juros
A leitura da ata do Copom conduziu a curva de juros ontem, imprimindo alta aos contratos curtos. O movimento reflete o ajuste das apostas de que o Banco Central promoverá mais um aumento de 0,75 ponto porcentual na Selic em julho e a percepção de que esse aumento tem grande chance de se repetir no encontro seguinte do Copom, em setembro. Os juros futuros longos - a partir de 2012 -, em contrapartida, passaram boa parte da sessão em baixa e estavam perto da estabilidade ao término da negociação normal da BM&F.

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