Bo­ves­pa
Depois de um início bastante volátil, a Bovespa firmou-se em alta e assim se manteve até o final do pregão. Além da recuperação das bolsas norte-americanas, depois de um início incerto, o principal índice à vista avançou em razão do vencimento de opções sobre Ibovespa e contratos de Ibovespa futuro. Os papéis da Petrobras foram destaque na sessão e ajudaram a sustentar os ganhos. Vale pesou.

Ibovespa
O Ibovespa subiu 0,48%, aos 64.750,71 pontos. Na mínima, registrou 63.974 pontos (-0,73%) e, na máxima, os 65.097 pontos (+1,02%). No mês, a Bolsa acumula ganhos de 2,70% e, no ano, queda de 5,59%. O giro financeiro totalizou R$ 9,727 bilhões.A agenda de indicadores estava carregada ontem, com dados na Europa, EUA e Brasil, e o noticiário, recheado. Os investidores puderam escolher que sinal seguir, já que existiam justificativas tanto para puxar compras como para ampliar as vendas. No geral, o clima positivo predominou.

Europa
Na Europa, as bolsas avançaram apesar da notícia, depois desmentida, de que o FMI, a UE e o Tesouro norte-americano estariam preparando uma linha de liquidez de 250 bilhões de euros (US$ 306,9 bilhões) para a Espanha. Ajudaram a queda acima do esperado do número de pessoas no Reino Unido que pediram auxílio-desemprego em maio, e o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro mais forte dos últimos 18 meses em maio. Além disso, o governo francês anunciou que pretende elevar para 62 anos a idade mínima para aposentadoria e elevar a arrecadação com impostos.

Dow Jones
O Dow Jones terminou a sessão com ligeira alta, de 0,05%, aos 10.409,46 pontos. O S&P recuou 0,06%, aos 1.114,61 pontos, e o Nasdaq terminou estável, aos 2.305,93 pontos.

Bolsa
No Brasil, a alta da bolsa foi sustentada principalmente pelo comportamento das ações da Petrobras, que exibiram valorização superior a 2%. Os papéis ON subiram 2,07% e os PN, 2,24%, também sob a influência da alta do petróleo no exterior. Na Nymex, o contrato para julho ganhou 0,95%, a US$ 77,67, puxado pelos dados que sinalizaram um aumento na demanda por gasolina do país. O desempenho do Ibovespa, no entanto, foi 'segurado' pelo comportamento de Vale. A ação ON caiu 1,25% e a PNA, 0,95%.

Pregão
O destaque do pregão doméstico hoje foi Brasil Telecom (BrT). Tele Norte Leste PNA liderou as baixas do índice, com -6,47%, Telemar PN (-4,56%) e BrT PN (-3,52%). Os papéis reagiram à notícia de que os acionistas minoritários rejeitaram a nova relação de troca de suas ações por papéis da Telemar Norte Leste (TMAR, do Grupo Oi). O dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,7872, enquanto no balcão a queda foi de 0,17%, a R$ 1,7900, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7990 e a mínima de R$ 1,7810.

Euro
Perto das 16h40 de ontem, o euro era negociado a US$ 1,2306, de US$ 1,2348 no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar estava perto da estabilidade ante a divisa japonesa, a 91,35 ienes, de 91,40 ontem em Nova York.
Ontem, o BC realizou leilão até 15h46 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7863.

Juros
O mercado de juros não deu sequência ao movimento de alta das últimas sessões e as taxas recuaram ontem, e com força nos contratos de longo prazo. A queda maior do que a prevista das vendas de varejo em abril na margem e o IGP-10 de junho abaixo da mediana prevista pela pesquisa AE Projeções abriram espaço para a correção dos avanços recentes, respaldada ainda pela fraqueza do cenário externo.

DIs
Ao término da negociação normal da BM&F, muitos contratos ampliavam o recuo para as mínimas do dia. O DI outubro de 2010 (49.075 contratos) mostrava estabilidade, a 10,76%; o DI janeiro de 2011 (225.935 contratos) recuava a 11,20%, de 11,23% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2012 (288.395 contratos) cedia a 12,16%, de 12,28% ontem; e o DI janeiro de 2014 (40.530 contratos) passava de 12,48% para 12,30%.

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