Efei­to Co­pa
  O pre­gão na Bo­ves­pa on­tem te­ve um di­vi­sor de ­águas: o jo­go de es­treia do Bra­sil na Co­pa do Mun­do da Áfri­ca do Sul. O gros­so das ope­ra­ções ocor­reu an­tes das 15 ho­ras, a tem­po de os in­ves­ti­do­res e ope­ra­do­res se pre­pa­ra­rem pa­ra as­sis­tir à par­ti­da. Des­ta for­ma, o Ibo­ves­pa pou­co se me­xeu de­pois des­se ho­rá­rio, ga­ran­tin­do até o fi­nal o de­sem­pe­nho con­quis­ta­do ­mais ce­do. E ele foi de al­ta: a Bo­ves­pa re­to­mou os 64 mil pon­tos, ní­vel re­gis­tra­do pe­la úl­ti­ma vez há pou­co ­mais de um mês.

Ibo­ves­pa
  O Ibo­ves­pa ter­mi­nou a ses­são em al­ta de 1,43%, aos 64.442,27 pon­tos, ­maior ní­vel des­de os 64.788,22 pon­tos de 13 de ­maio pas­sa­do. Na mí­ni­ma, re­gis­trou 63.534 pon­tos (es­tá­vel) e, na má­xi­ma, os 64.554 pon­tos (+1,61%). No mês, a Bol­sa acu­mu­la ga­nho de 2,21% e, no ano, que­da de 6,04%. O gi­ro fi­nan­cei­ro so­mou ape­nas R$ 3,742 bi­lhões, o me­nor do mês. Se­gun­do um pro­fis­sio­nal do mer­ca­do de ren­da fi­xa, os acon­te­ci­men­tos na Bo­ves­pa es­ta­vam li­mi­ta­dos ao ho­rá­rio pré-jo­go, e ele ti­nha ra­zão: o Ibo­ves­pa os­ci­lou pou­quís­si­mo du­ran­te a par­ti­da.

Ga­nhos fir­mes
  O si­nal po­si­ti­vo do dia ­veio do ex­te­rior, on­de as bol­sas fe­cha­ram com ga­nhos fir­mes – em No­va ­York, ­eles fo­ram até maio­res do que os da­qui. O Dow Jo­nes su­biu 2,10%, aos 10.404,77 pon­tos, o S&P ter­mi­nou em al­ta de 2,35%, aos 1.115,23 pon­tos, e o Nas­daq ga­nhou 2,76%, aos 2.305,88 pon­tos.

Em­pi­re Sta­te
  O mer­ca­do rea­giu po­si­ti­va­men­te ao ín­di­ce Em­pi­re Sta­te, de ati­vi­da­de in­dus­trial da re­gião de No­va ­York e ao ín­di­ce de con­fian­ça das cons­tru­to­ras, mas o que agra­dou mes­mo fo­ram os co­men­tá­rios da Co­mis­são Eu­ro­peia de que Ale­ma­nha, Es­pa­nha, Por­tu­gal e ou­tros no­ve go­ver­nos da ­União Eu­ro­peia es­tão na di­re­ção cer­ta pa­ra atin­gi­rem ­suas me­tas de de­fi­cit de or­ça­men­to em 2010 e a co­lo­ca­ção de tí­tu­los de cur­to pra­zo pe­la Es­pa­nha pu­xa­ram as al­tas. As bol­sas eu­ro­peias tam­bém su­bi­ram.

Com­mo­di­ties
  O eu­ro deu uma gran­de con­tri­bui­ção às bol­sas ao man­ter-se em al­ta e aci­ma de US$ 1,23 pe­la pri­mei­ra vez des­de 3 de ju­nho. Com is­so, as com­mo­di­ties me­tá­li­cas tam­bém avan­ça­ram e o pe­tró­leo fe­chou aci­ma de US$ 76. Na ­Nymex, o bar­ril re­gis­trou ga­nho de 2,42%, a US$ 76,94 o bar­ril, ­maior ní­vel des­de os US$ 77,11 de 6 de ­maio. Pe­tro­bras, no en­tan­to, não se­guiu de per­to o pe­tró­leo. A ­ação ON su­biu 0,62% e a PN ­caiu 0,17%. Va­le ON ga­nhou 1,43% e PNA, 1,20%.

Câm­bio
  O dó­lar à vis­ta en­cer­rou o pre­gão de on­tem abai­xo de R$ 1,80, pe­la pri­mei­ra vez des­de o dia 13 de ­maio (R$ 1,777), quan­do os in­ves­ti­do­res pas­sa­ram a pre­ci­fi­car o au­ge das ten­sões com re­la­ção à cri­se fis­cal eu­ro­peia. Às 13h30, cru­zan­do os bra­ços ­mais ce­do do que ha­bi­tual pa­ra po­der as­sis­tir ao jo­go de es­treia do Bra­sil na Co­pa 2010, os pla­yers co­ta­ram a moe­da nor­te-ame­ri­ca­na a R$ 1,790 (-0,92%) na BM&F e a R$ 1,793 (-0,83%) no bal­cão. A co­ta­ção má­xi­ma foi de R$ 1,8050 e a mí­ni­ma, R$ 1,79.

In­ter­ven­ção
  O eu­ro ul­tra­pas­sou US$ 1,23, o que não acon­te­cia des­de o iní­cio de ju­nho. Há ins­tan­tes, a moe­da úni­ca va­lia US$ 1,2328, an­te US$ 1,2225 no fi­nal da tar­de de an­teon­tem em No­va ­York. Já o dó­lar va­lia 91,43 ie­nes, de 91,47 ie­nes an­teon­tem à tar­de em NY. De vol­ta ao Bra­sil, mes­mo com pre­gão re­du­zi­do, o Ban­co Cen­tral man­te­ve a prá­ti­ca de in­ter­ven­ção diá­ria no mer­ca­do à vis­ta e rea­li­zou lei­lão en­tre 11h47 e 11h57, on­de a ta­xa de cor­te foi fi­xa­da em R$ 1,7948.

Ju­ros
  Ao tér­mi­no da ne­go­cia­ção nor­mal da BM&F, o DI ou­tu­bro de 2010 (80.800 con­tra­tos) pro­je­ta­va 10,76%, de 10,74% no ajus­tes de on­tem; o DI ja­nei­ro de 2011 (316.180 con­tra­tos) su­bia a 11,23%, 11,17% on­tem; o DI ja­nei­ro de 2012 (74.775 con­tra­tos) es­ta­va em 12,47%, de 12,16% no ajus­te an­te­rior; o DI ja­nei­ro de 2014 (18.030 con­tra­tos) pas­sa­va de 12,38% pa­ra 12,48% (má­xi­ma).
(Agên­cia Es­ta­do)

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