Bolsas
Depois das fortes altas de anteontem, as bolsas de valores aqui e no exterior reduziram o ritmo, chegaram a transitar no negativo, mas se recuperaram no final da tarde. A Bovespa, apesar da queda dos papéis da Petrobras e de um movimento de realização de lucro, subiu mais forte, em especial perto do fechamento, evoluindo firme na casa dos 63 mil pontos. Nos Estados Unidos, o anúncio de que as vendas no varejo caíram em maio, contrariando as expectativas, levou as bolsas a mergulharem no vermelho, mas elas tiveram fôlego para reagir diante do anúncio do dado de aumento da confiança do consumidor.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão com variação positiva de 0,88%, aos 63.605,38 pontos. Na mínima, registrou 62.370,79 pontos (-1,08%) e, na máxima, os 63.766,11 pontos (+1,14%). Na semana, a alta acumulada é de 3,13%%. Com o resultado de hoje, a bolsa brasileira sobe 0,89% no mês, mas, no ano, registra queda de 7,26%. O giro financeiro totalizou R$ 4,133 bilhões.

Petrobras
A queda das ações da Petrobras foi o fator predominante na desaceleração do ritmo do Ibovespa em relação a anteontem. Se anteontem a aprovação do projeto de capitalização da estatal motivou a valorização do papel, ontem o mercado se questionava sobre o tamanho da operação. O receio é que a empresa se decida pela emissão de ações em um volume muito alto que resulte em superoferta e segure os preços. Além disso, o papel ontem foi prejudicado pela queda na cotação do petróleo.

Petróleo
Em Nova York, os preços dos contratos futuros do petróleo para julho perderam US$ 1,70, ou 2,25%, fechando a US$ 73,78 por barril. O declínio foi o maior em uma semana e interrompeu um rali de três dias que elevou os preços em pouco mais de US$ 4 por barril, para o maior nível em quatro semanas ontem. Em Londres, na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para julho caiu US$ 0,94, ou 1,25%, para US$ 74,35 por barril. Diante desse quadro, Petrobras ON recuou 1,12%, para R$ 34,55, e PN, 0,94%, a R$ 29,62.


Estados Unidos
Nos EUA, os dado sobre as vendas no varejo mostraram recuo. Mas as bolsas reagiram ao dado mais animador do aumento do índice de confiança do consumidor. Segundo o Departamento de Comércio do país, as vendas recuaram 1,2% no mês passado, contrariando a previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que era de alta de 0,2%. Já o dado sobre o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan subiu para 75,5 em meados de junho, do nível de 73,3 em maio. O resultado ficou acima da previsão de 74,0. Em Wall Street, o Índice Dow Jones terminou em alta de 0,38%, aos 10.211,07 pontos. O S&P avançou 0,44%, a 1.091,60 pontos, e o Nasdaq registrou variação positiva de 1,12%, para 2.243,60 pontos.

Câmbio
Depois de acumular queda de 3,77% nas três últimas sessões, o dólar balcão avançou 0,44% ontem, para R$ 1,8160, na máxima do dia (a mínima foi R$ 1,8050), mesma cotação e alta porcentual do pronto da BM&F. Na semana, a moeda perdeu 2,26% do seu valor, mas em 2010 ainda registra alta de 4,19%. O Banco Central manteve a prática de adquirir moedas no mercado spot e realizou leilão até 15h40, fixando a taxa de corte em R$ 1,8139. A aversão ao risco não foi tão intensa, segundo os profissionais, o que permitiu que, apesar de operar em queda, o euro se mantivesse acima dos US$ 1,20. Perto das 16h40, ele era negociado a US$ 1,2089, de US$ 1,2138 anteontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar subia para 91,68 ienes, de 91,30 anteontem em NY.


Juros
Mais um dia de alta para os juros futuros, com exceção dos vencimentos de curtíssimo prazo, determinada pela combinação da disparada do IGP-M, dados de inflação na China, sinais de apetite por bônus de países europeus com problemas fiscais e a despeito da queda nas vendas do varejo norte-americano. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (64.295 contratos) mostrava estabilidade em 10,73%; o DI janeiro de 2011 (313.905 contratos) subia de 11,10% para 11,14%; o DI janeiro de 2012 (291.875 contratos) avançava de 12,02% para 12,12%; e o DI janeiro de 2014 (17.825 contratos) estava na máxima de 12,34%, ante 12,23% anteontem.
(Agência Estado)

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