MERCADO FINANCEIRO
Ações
Os indicadores divulgados pela China e outros países daquele lado do globo abriram mais um dia de bom humor nos mercados acionário. Ontem, as Bolsas em Nova York e Brasil se mantiveram no mesmo rumo até o final graças a outras informações que 'seguraram' os investidores na ponta compradora.
EUA
Nos EUA, ajudaram a balança comercial e os pedidos de auxílio-desemprego e, no Brasil, a aprovação da proposta de capitalização da Petrobras e do projeto que cria o Fundo Social e o modelo de partilha para a exploração do pré-sal.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão com variação positiva de 2,55%, aos 63.048,80 pontos. Na mínima, registrou 61.484 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 63.146 pontos (+2,71%). Com o resultado de ontem, zerou as perdas do mês, mas, no ano, registra queda de 8,08%. O giro financeiro totalizou R$ 5 bilhões.
Petrobras
As ações da Petrobras terminaram em alta, reagindo à aprovação ocorrida nesta madrugada no Senado, mas como os papéis já vinham precificando este movimento, os ganhos foram contidos. Petrobras ON avançou 1,13% e PN, 1,18%. O petróleo também terminou com elevação, de 1,48%, a US$ 75,48, no contrato petróleo para julho negociado na Nymex.
Commodities
As commodities metálicas também tiveram fechamento positivo, na sua maioria, em razão dos números divulgados pela China. Pequim confirmou os dados antecipados ontem e que mostram que as exportações do país aumentaram 48,5% em maio ante maio de 2009 e o superávit atingiu US$ 19,53 bilhões, bem acima do US$ 1,68 bilhão de abril. Além disso, o país divulgou que os preços dos imóveis aumentaram 12,4% em maio, próximo do recorde de alta, de 12,8%, verificado em abril.
Dow Jones
O Dow Jones terminou o dia em alta de 2,76%, aos 10.172,53 pontos. O S&P avançou 2,95%, aos 1.086,84 pontos, e o Nasdaq registrou variação positiva de 2,77%, aos 2.218,71 pontos.
Impulso
De volta ao Brasil, apenas dois papéis do Ibovespa terminaram em baixa: Transmissão Paulista PN (-1,74%) e Eletropaulo PNB (-1,04%). As maiores altas do índice foram Agre ON (+6,58%), PDG ON (+6,40%) e MMX ON (+6,13%). O desempenho da sessão teve forte impulso das ações do setor siderúrgico e construção civil, além, claro, do dedo de Vale (a ON subiu 1,82% e a PNA, 1,98%).
Dólar
No mercado à vista, o dólar pronto da BM&F perdeu 2,06%, a R$ 1,8080, mesma cotação do dólar no balcão, que recuou 2,11%, na mínima do dia (a máxima foi de R$ 1,8330. Em três dias, a moeda acumula depreciação de 3,77%, mas no ano ainda tem alta de 3,73%. No segmento futuro, o contrato para julho, mais líquido, tinha retração de 2,31% há pouco, negociado a R$ 1,817.
Ativos
Com os principais temores afastados, ativos considerados seguros como dólar e ouro tiveram um dia de quedas. O alívio garantiu a volta do euro ao patamar de US$ 1,20. Perto das 16h40 de ontem, ele subia a US$ 1,2112, de US$ 1,1988 anteontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar valia 91,29 ienes, de 91,15 ienes ontem à tarde em NY.
Juros
Os principais contratos de juros cravaram a terceira sessão seguida de alta. Os DIs curtos tiveram avanço firme diante dos sinais de que a economia doméstica, mesmo que não sustente a exuberância mostrada no primeiro trimestre, deve seguir em ritmo consistente.
DIs
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (248.330 contratos) subia de 10,07% para 10,135%; o DI outubro de 2010 (166.315 contratos) avançava de 10,68% para 10,73%; o DI janeiro de 2011 (261.810 contratos) projetava 11,10%, de 11,03% no ajustes anterior; o DI janeiro de 2012 (271.750 contratos) subia a 12,02%, de 11,93% ontem; e o DI janeiro de 2014 (12.005 contratos) apontava 12,23%, de 12,12% ontem. Todos estes DIs estavam nas máximas do dia.





