Câmbio
A cotação do dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,65%, a R$ 1,848 na venda. No entanto, no ano, a moeda americana ainda acumula alta de mais de 6%. O Banco Central (BC) manteve a atuação diária no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. Ao fazer compra de moeda, o BC ajuda a aumentar o valor do dólar, pois há mais procura no mercado. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 15h41 e terminou às 15h51. A taxa aceita ficou em R$ 1,8453.

Fluxo cambial
A entrada líquida de dólares no país registrou em maio o nível mais alto desde novembro do ano passado, informou o Banco Central, com a incorporação dos números referentes ao último dia do mês passado. O fluxo cambial de maio ficou positivo em US$ 2,605 bilhões. O saldo positivo é o maior desde novembro passado, quando o país contabilizou entrada líquida de US$ 3,89 bilhões.

Crédito
A demanda do consumidor por crédito cresceu 10,0% em maio na comparação com o mês anterior, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado ontem. No confronto com o mesmo mês no ano passado, que teve o desempenho afetado pela crise econômica, houve elevação de 20,6%, atingindo o nível 119,1, o maior valor de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2007. No acumulado do ano, houve avanço de 19,4%, percentual mais alto do que aquele registrado de janeiro a abril (19,1%). Segundo os economistas da Serasa, o Dia das Mães, a proximidade da Copa do Mundo, o aumento da massa salarial real e as condições ainda favoráveis de crédito encontradas pelo consumidor junto às lojas e instituições financeiras impulsionaram a procura.

Europeias
As principais bolsas de valores da Europa subiram ontem, interrompendo uma sequência de três dias de perdas, após dados sobre as exportações chinesas melhores que o esperado aumentarem as esperanças sobre a recuperação econômica global. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações da região, subiu 1,8%, a 997 pontos. O indicador caiu nas sessões anteriores em meio a preocupações com a crise de dívida na Europa. As ações de bancos adicionaram mais pontos ao índice. Banco Santander, Credit Suisse, HSBC, Société Générale e UniCredit subiram entre 1,4% e 4,7%. O sentimento do mercado foi impulsionado após fontes afirmarem que as exportações da China em maio ficaram acima do esperado, acalmando investidores preocupados de que os problemas na Europa iriam reduzir a demanda por bens asiáticos.

Ásia
A maioria dos mercados asiáticos continuou no campo positivo ontem. Entre os principais fatores que sustentaram a alta estão boas notícias vindas da China. Na Bolsa de Hong Kong, os ganhos foram alavancados pelo desempenho em Xangai, após o órgão regulador chinês aprovar o plano de oferta pública inicial (IPO) do Agricultural Bank of China. O índice Hang Seng subiu 133,76 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 19.621,24 pontos. Bank of China ganhou 1,1%, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) avançou 1,1% e China Construction Bank teve alta de 0,7%.

China
As Bolsas da China também avançaram, com a recuperação de bancos peso pesados, em meio às especulações de que Pequim irá dar suporte às instituições financeiras por conta do lançamento de IPO do Agricultural Bank. O índice Xangai Composto subiu 2,8% e encerrou aos 2.583,87 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou aos 1.066,92 pontos. ICBC avançou 2,4%, Bank of China faturou 3,4%. China Citic Bank atingiu a alta limite diária de 10%.
O yuan apresentou valorização em relação ao dólar, por conta de reportagem que aponta fortes números do comércio exterior em maio, mas os ganhos foram encobertos por expectativas de que Pequim não permitirá que a moeda chinesa se aprecie muito em pouco tempo. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8281 yuans, de 6,8295 yuans do fechamento de terça-feira.
(Das agências)

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