MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
A Bovespa recuperou ontem parte da queda de 2,8% registrada nas duas sessões anteriores. Teve ajuda das bolsas norte-americanas, que subiram embaladas nas declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na noite de anteontem, sobre a economia do país. Em alguns momentos, principalmente à tarde, no entanto, titubeou em razão das incertezas na Europa e por causa do desempenho em baixa do setor de tecnologia em Wall Street.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com variação positiva de 1,00%, aos 61.793,641 pontos. Na mínima, registrou 61.187 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 62.000 pontos (+1,34%). No mês, acumula perdas de 1,89% e, no ano, de 9,82%. O giro financeiro segue fraco e totalizou R$ 4,937 bilhões. Novamente os papeis da Petrobras ajudaram a sustentar o índice, mas ontem não atuaram sozinhos: as ações da Vale até avançaram mais e o setor siderúrgico ainda ajudou.
Capitalização
A previsão de que o processo de capitalização da estatal do petróleo vai sair logo do papel trouxe os investidores de volta às compras da ação. Petrobras ON subiu 1,21% e PN, 0,47%, em seu terceiro pregão consecutivo de ganhos. O petróleo também fechou em alta no exterior: o contrato para julho negociado na Nymex registrou elevação de 0,77%, a US$ 71,99. Vale ON terminou com elevação de 1,06% e PNA, de 1,08%, seguindo o desempenho dos metais. Gerdau PN subiu 1,33%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,75%, Usiminas PNA, 1,93%, e CSN ON fechou em 0,47%.
Declarações
Nos EUA, as declarações de Bernanke sustentaram os ganhos das bolsas, mas o setor de tecnologia trabalhou contra e conteve os ganhos - além de empurrar o Nasdaq para baixo. Este índice terminou em baixa de 0,15%, aos 2.170,57 pontos. Dow Jones subiu 1,26%, aos 9.939,98 pontos, e S&P, 1,10%, aos 1.062,00 pontos. Na Europa, as bolsas recuaram em reflexo ao alerta da Fitch sobre a situação fiscal do Reino Unido. A Fitch recomendou ao governo do Reino Unido que promova uma redução adicional de 1% do PIB por ano de seus empréstimos para manter o rating AAA.
PIB
De volta ao Brasil, o destaque da agenda ontem foi o resultado do PIB do primeiro trimestre. A economia doméstica avançou 2,7% ante o quarto trimestre de 2009 (acima da mediana projetada pelos analistas de 2,50%) e 9% ante igual intervalo do ano passado (também acima da mediana esperada de 8,55%). O IBGE também reviu para cima os números do PIB do quarto trimestre de 2009, ante o terceiro trimestre de 2009, de 2,0% para 2,3%, e do terceiro trimestre de 2009 ante o segundo trimestre de 2009, de 1,7% para 2,2%.
Câmbio
O pronto da BM&F fechou a R$ 1,8598, queda de 0,86%, enquanto o dólar balcão recuou 1,06%, a R$ 1,8590, em um pregão em que a moeda já abriu em baixa e oscilou entre a máxima de R$ 1,8790 e a mínima de R$ 1,8580. Em junho, o dólar ainda tem alta de 2,14% e, em 2010, acumula apreciação de 6,66%. O giro interbancário ainda preliminar, segundo a Clearing de Câmbio, subiu bastante em relação ao de anteontem e era há pouco US$ 6,375 bilhões (de US$ 1,97 bilhão na véspera).
Juros
O DI janeiro de 2011 (243.370 contratos) estava na máxima de 10,99%, de 10,96% no ajuste de anteontem; o DI julho de 2010 (79.270 contratos) subia de 9,99% ontem para 10,03%; o DI outubro de 2010 (111.365 contratos) projetava 10,65% (máxima), de 10,63% anteontem; o DI janeiro de 2012 (255.405 contratos) passava de 11,83% anteontem para 11,89%; e o DI janeiro de 2014 (9.605 contratos) estava em 12,07% (máxima) , de 11,99% anteontem. Apesar do ajuste nos DIs, não houve mudança no quadro de aposta para a decisão do Copom, que iniciou ontem sua reunião de dois dias. O mercado segue convicto de que a Selic terá nova alta de 0,75 ponto porcentual, com grande possibilidade de uma votação unânime e de não haver alterações no comunicado.
(Agência Estado)





