Bovespa
A Bovespa teve um início de semana bastante volátil, pressionada pela queda das bolsas externas. Assim como na sexta-feira, o desempenho da Petrobras, em alta, ajudou a conter o tamanho da baixa. As preocupações com a Hungria e os dados do mercado de trabalho dos EUA, ambos notícias da última semana, continuaram como pano de fundo aos negócios, fragilizando apostas mais ousadas. E a ausência de uma agenda rica em indicadores deixou os investidores em ritmo lento, com reflexo no fluxo financeiro.

Doméstica
A Bolsa doméstica terminou a segunda-feira em baixa de 0,80%, aos 61.182,92 pontos. Na mínima, registrou 61.099 pontos (-0,93%) e, na máxima, os 62.119 pontos (+0,72%). No mês, acumula perda de 2,96% e, no ano, de 10,80%. O giro financeiro somou apenas R$ 4,945 bilhões. As ações da Petrobras fecharam em alta pelo terceiro pregão seguido e na contramão do petróleo. Petrobras ON terminou o dia em alta de 0,56% e a PN, de 0,92%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho recuou 0,10%, a US$ 71,44 o barril.

Câmbio
A semana começa com novos temores sobre a sobrevivência da moeda única da zona do euro, que ontem bateu no menor patamar desde março de 2006 e se aproximou do valor que marcava no primeiro pregão após a criação do euro, em janeiro de 1999. O que preocupa os investidores é a sustentabilidade do bloco diante de tantos contágios. Com isso, o dólar marcou ontem novo pregão de alta ante o real.

Pronto da BM&
O pronto da BM&F fechou ontem a R$ 1,876, alta de 0,85%, enquanto no balcão a moeda avançou 1,13%, a R$ 1,8790, na máxima do dia (a mínima foi de R$ 1,8580) e também a maior cotação desde 8 de fevereiro, que foi de R$ 1,8740. Em dois dias, a moeda teve apreciação de 2,9%. Depois de marcar US$ 1,1877 pela manhã, menor valor desde março de 2006, e se aproximar dos US$ 1,1837 que marcou no primeiro pregão após a criação da moeda, em janeiro de 1999, perto das 16h40 de hoje o euro era negociado a US$ 1,1926, de US$ 1,1962 no final da tarde de sexta em Nova York, enquanto o dólar subia a 91,73 ienes, de 91,60 ienes na sexta-feira em Nova York. O Banco Central manteve a rotina de leilões diários para compra de dólares e fixou a taxa de corte de hoje em R$ 1,873.

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