Hungria
A Hungria roubou a cena do mercado acionário ontem, transformando uma sexta-feira que reunia todas as condições para ser morna na Bovespa em um tombo de 2%. O resultado até foi ameno, considerando que as Bolsas norte-americanas despencaram mais de 3%, reagindo ainda aos dados abaixo da expectativa do mercado de trabalho em maio. O que favoreceu o principal índice à vista doméstico a conter a queda ante seus pares foi a alta das ações Petrobras, com a notícia de uma nova descoberta de petróleo e o anúncio da contratação dos bancos coordenadores para a oferta de ações da empresa dentro do processo de capitalização.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sexta-feira em baixa de 2,01%, aos 61.675,75 pontos. Na mínima, registrou 61.422 pontos (-2,42%) e, na máxima, 62.940 pontos (estável). Apesar da amplitude das altas e baixas nos últimos dias, o índice acumulou perda de apenas 0,44% na semana. No mês de junho, a perda é de 2,17% e, em 2010, de 10,08%. O giro financeiro totalizou R$ 5,161 bilhões.

Refúgio
A Hungria ganhou os holofotes depois que o vice-presidente administrativo do Partido Fidesz, Lajos Kosa, disse, anteontem, que a nação está diante de uma crise de dívida soberana semelhante à da Grécia, que poderia resultar no rompimento com o FMI. Ontem, o porta-voz do primeiro-ministro húngaro, Peter Szijarto, tentou amenizar as declarações ao afirmar que a situação do país é grave, mas que a Hungria não seguirá o caminho da Grécia. Isso não bastou aos investidores, que se desfizeram de ativos mais arriscados, como euro e commodities, e se refugiaram nos Treasuries e no dólar. O euro renovou a mínima ante o dólar ao atingir US$ 1,1955, a menor cotação em mais de 4 anos (março de 2006).

Europeias
As bolsas europeias terminaram em baixa, mas inferiores às registradas pelas norte-americanas. O Dow Jones encerrou o dia em baixa de 3,16%, aos 9.931,22 pontos. O S&P perdeu 3,44%, aos 1.064,88 pontos, e o Nasdaq fechou com retração de 3,64%, aos 2.219,17 pontos. Vale ON despencou 4,72%, PNA, 4,66%, Gerdau PN, 3,46%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,65%, CSN ON, 4,94%, e Usiminas PNA, 4,04%. Petrobras ON terminou com ganho de 1,44% e a PN, de 0,52%.

Câmbio
No fechamento, o dólar à vista no balcão foi cotado a R$ 1,8580, em alta de 1,75%. Na BM&F, onde a liquidez foi muito fraca, o pronto encerrou na máxima, com ganho de 1,59%, a R$ 1,8602. De acordo com a assessoria de imprensa da Bolsa, o giro financeiro em D+2 registrado pela clearing de câmbio ( que inclui operações com prontos na BM&F e Balcão) somou US$ 1,423 bilhão, dos quais US$ 250 milhões (equivalentes a apenas um negócio fechado) foram registrados pelo pronto da BM&F. No mercado futuro às 16h49, o dólar com vencimento em 1º de julho subia 2,19%, a R$ 1,8700. O Banco Central fez leilão de compra das 12h05 às 12h15 e fixou a taxa de corte em R$ 1,8409.

Juros
O mercado de juros termina a semana que antecede a reunião do Copom apostando numa política monetária acomodatícia por parte do Banco Central. Os contratos mais longos devolveram prêmios, reagindo ao quadro externo negativo. Já os vencimentos mais curtos ficaram praticamente travados num dia de pouca liquidez por ser ponte entre o feriado doméstico de ontem e o fim de semana, precificando uma elevação da Selic de 0,75 pp no encontro do Banco Central da próxima quarta-feira.

Recuo
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (115.745 contratos) projetava taxa de 9,945%, de 9,925% no fechamento da última quarta-feira; o DI outubro de 2010 (96.450 contratos) recuava para 10,58%, de 10,60% no pregão anterior; o DI janeiro de 2011 (283.515 contratos), caia para 10,92, de 10,98% na quarta; o DI janeiro de 2012 (201.575 contatos) cedia para 11,81%, de 11,91% na sessão anterior.

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