Dólar
Em um dia marcado por oscilações entre perdas e ganhos, o dólar comercial fechou em queda ontem. A moeda norte-americana caiu 0,49%, cotada a R$ 1,827 na venda. Na semana, porém, o dólar acumula alta de 0,94%. No ano, a valorização é de 4,82%. O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar dólar em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,833. ''Teve um pouco de fluxo de saída, mas depois disso o mercado parou. Ninguém quer ficar muito exposto por causa do feriado. Geralmente esses dias (véspera de feriado) têm baixa liquidez'', disse à Reuters Marcelo Oliveira, operador da corretora BGC Liquidez.

Fluxo
O fluxo cambial do país (a diferença entre saídas e entradas de dólares) teve um saldo positivo de R$ 2,707 bilhões em maio (até o dia 28), segundo o Banco Central. No mesmo mês do ano passado, o saldo também foi positivo, em US$ 3,134 bilhões. Trata-se do terceiro mês consecutivo de saldo positivo para este indicador, com o maior resultado desde novembro de 2009 (R$ 3,89 bilhões). No acumulado de janeiro a maio (até o dia 28), o fluxo cambial está positivo em US$ 7,745 bilhões, quase cinco vezes o resultado registrado nos primeiros cinco meses de 2009 (US$ 1,590 bilhão). Em maio deste ano, a conta comercial (exportações e importações) teve resultado de US$ 2,351 bilhões, enquanto a conta financeiro teve um fluxo de US$ 357 milhões.

Estrangeiros
Estatísticas da Bovespa mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,507 bilhão do mercado brasileiro de ações no mês passado, isto é, a diferença entre compras de R$ 44,239 bilhões e vendas de R$ 45,747 bilhões neste período. Em maio, os investidores ''não-residentes'' responderam por quase 30% do volume financeiro total da Bovespa, ante 34,3% de investidores institucionais e 26,5% dos investidores pessoas físicas. Trata-se do saldo negativo mais alto desde janeiro, quando as vendas de ações superaram as compras por R$ 2,099 bilhões.

Turbulência
O mês foi turbulento para a Bolsa de Valores brasileira, em meio às preocupações dos mercados em relação à crise na zona do euro. Como reflexo dessa aversão ao risco, o índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, desvalorizou 6,6% em maio, o equivalente a uma retração de 11% em dólar. No acumulado deste ano, o saldo de investimento estrangeiro na Bovespa está negativo em R$ 2,789 bilhões. Em 2009, no mesmo período, o saldo de investimento estrangeiro estava positivo em R$ 11,2 bilhões. Somente em maio desse ano, as compras de ações superavam as vendas por uma diferença de R$ 6,08 bilhões.

Ásia
As preocupações sobre a crise na zona do euro voltaram a afetar os mercados da Ásia na quarta-feira, que fecharam em direções divergentes. Na China, as bolsas encerraram em alta, reagindo à presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, ficou fechada por causa de eleições locais. Na Bolsa de Hong Kong, os investidores andaram de lado. O índice Hang Seng caiu 25,15 pontos, ou 0,1%, e terminou aos 19.471,80 pontos. A varejista de moda Esprit liderou o declínio entre as blue chips, ao desabar 3,3%. Chalco perdeu 2,2%.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, com a realização de lucros que se seguiu à forte alta observada na sessão da manhã após a notícia da renúncia do primeiro-ministro, Yukio Hatoyama. O índice Nikkei 225 terminou em baixa de 108,59 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 9.603,24 pontos. Os players especulavam que o próximo governo pode adotar uma posição mais favorável às empresas, uma vez que, sob a liderança de Hatoyama, o Partido Democrático do Japão (PDJ) patrocinou propostas impopulares, como os acentuados cortes nas emissões de gases causadores do efeito estufa e as limitações à contratação de trabalhadores temporários.

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