Pregão
A alta de 1,77% do Ibovespa anteontem, feriado nos EUA e Europa, foi mais do que anulada no pregão de ontem. A Bolsa doméstica trabalhou o dia todo em queda bem mais aprofundada do que os índices norte-americanos. Mas estes, a minutos do final, ampliaram as perdas e agravaram o desempenho doméstico. O ataque do Líbano a aviões de Israel e a notícia de que a BP pode ser processada judicialmente pelo vazamento de petróleo no Golfo do México desde 20 de abril foram algumas das justificativas apresentadas para a piora das bolsas lá fora.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,91%, aos 61.840,99 pontos. Na mínima, registrou 61.605 pontos (-2,29%) e, na máxima, os 63.033 pontos (-0,02%). No ano até hoje, a Bolsa acumula retração de 9,84%. O giro financeiro somou R$ 6,168 bilhões.

Líbano
O exército do Líbano acionou sua artilharia antiaérea na tentativa de atingir aviões militares de Israel que invadiram o espaço aéreo do país vizinho, afirmou ontem uma fonte nos serviços de segurança do Estado judeu. ''Nossas aeronaves foram alvo da artilharia antiaérea libanesa quando sobrevoavam o sul do Líbano. Não houve danos'', limitou-se a informar a fonte. O Líbano denuncia quase diariamente invasões de seu espaço aéreo promovidas pela aviação de Israel. O exército do país árabe, no entanto, só aciona suas baterias antiaéreas em raras ocasiões, na maioria delas quando os aviões de Israel voam dentro do alcance de suas armas.

Dow Jones
Nos EUA, o Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,11%, aos 10.024,02 pontos, o S&P recuou 1,72%, aos 1.070,71 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 1,54%, aos 2.222,33 pontos. Antes da piora, o Dow Jones tentava se equilibrar no terreno positivo influenciado pelo ISM industrial divulgado mais cedo. O índice caiu para 59,7 em maio, de 60,4 em abril, ante expectativa de que iria para 58,7.

Vale
No Brasil, as ações da Petrobras, que anteontem ajudaram o Ibovespa a subir, ontem também foram preponderantes para a queda. As ON recuaram 3,23% e as PN, 3,21%. Vale ON perdeu 2,16% e PNA, 2,05%.

Câmbio
Neste primeiro pregão de junho, o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,8292, alta de 0,62%, enquanto a moeda no balcão avançou 1,04%, a R$ 1,8390, na máxima de um dia de forte volatilidade, no qual a mínima foi de R$ 1,8200. Em maio, o dólar teve apreciação de 4,78%. O giro interbancário ainda preliminar era, no final da tarde, de US$ 4,365 bilhões, acima dos US$ 3,458 bilhões de todo o dia de anteontem, segundo a Clearing de Câmbio. No segmento futuro, o contrato para julho/2010 valia, no final da tarde, R$ 1,8495, alta de 0,96%.

Nova York
A moeda única do bloco voltou a bater a mínima em quatro anos ante o dólar e às 16h50 era negociada a US$ 1,2241, de US$ 1,2301 anteontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar valia 91,04 ienes, de 91,09 ienes anteontem à tarde em NY.

Intervenção
Internamente, o Banco Central decidiu fazer na parte da manhã sua intervenção diária no mercado à vista - algo que não acontecia desde 12 de maio - e realizou leilão de compra entre 12h34 e 12h44, fixando a taxa de corte em R$ 1,8222.

Juros
A curva de juros começou junho preservando o desenho das últimas sessões. Sem alterações na convicção de que o Copom vai manter o ritmo de alta da Selic em 0,75 ponto porcentual na próxima semana, os contratos de curto prazo ficaram travados perto dos ajustes anteriores. Já os vencimentos de médio e de longo prazos recuaram, refletindo os indicadores de inflação e atividade domésticos, mas principalmente, o cenário externo.

BM&F
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (149.770 contratos) projetava 9,888%, de 9,87% no ajuste da véspera; o DI outubro de 2010 (130.360 contratos), estável, marcava 10,58%; o DI janeiro de 2012 (183.460 contratos) cedia de 11,98% anteontem para 11,93%; e o DI janeiro de 2014 (12.275 contratos) estava na mínima de 12,16%, de 12,23% anteontem.
(Agência Estado)

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