Sessão fraca
O último dia do mês foi para lá de sem graça na Bovespa. Sem a sua referência norte-americana - as bolsas não trabalharam em razão do Memorial Day -, e também com Londres fora do ar em razão de um feriado, o movimento na praça doméstica foi fraco e se configurou no menor do ano. Os poucos investidores que se arriscaram puxaram compras, principalmente em Petrobras e Vale, o que sustentou o Ibovespa o dia todo em alta e aliviou um pouco as perdas do mês.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão na máxima pontuação do dia, de 63.046,51 pontos, com variação positiva de 1,77%. Na mínima, registrou 61.950 pontos (estável). Com o desempenho de ontem, as perdas acumuladas em maio foram de 6,64%, fazendo com que o mês tivesse a maior queda desde outubro de 2008 (-24,80%). No ano, a Bolsa acumula baixa de 8,08%. O giro financeiro negociado ontem somou R$ 3,890 bilhões, o resultado mais baixo desde os R$ 2,92 bilhões de 29 de dezembro do ano passado.

Petrobras
A alta de ontem foi puxada por um movimento localizado de compras em Petrobras, principalmente, e Vale. Segundo operadores, os investidores estariam aproveitando que os papéis estão atrasados em razão das dúvidas em relação ao processo de capitalização para melhorar o desempenho de suas carteiras neste final de mês. A ação ON disparou 5,15% e a PN, 4,96%. Vale também teve alta firme, de 2,15% na ON e 2,22% na PNA.

Europa
Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em direções divergentes, também com baixo volume. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em queda de 0,21%, em 3.507,56 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax subiu 0,31%, terminando o pregão em 5.964,33 pontos. Não houve sessão em Londres por causa do feriado britânico.

Ásia
A maior parte dos mercados da Ásia encerrou em alta na segunda-feira, mas, no fechamento do mês, os principais índices acionários da região registraram quedas, uma vez que os investidores permaneceram cautelosos diante das preocupações de que a crise da dívida da zona do euro possa se espalhar depois do rebaixamento do rating da Espanha pela agência de classificação de risco Fitch Ratings na sexta-feira. A Bolsa de Hong Kong fechou praticamente estável. A presença de investidores em busca de ofertas de ocasião foi ofuscada pelo forte declínio nas ações chinesas, em meio às preocupações sobre a crise europeia e a possibilidade de novas medidas de austeridade por parte de Pequim.

Câmbio
A volatilidade esperada para uma sessão de embate entre comprados e vendidos teve ainda o agravante de problemas técnicos na BM&F no início da sessão e os primeiros negócios só foram registrados perto das 11 horas. O pronto da BM&F fechou com queda de 0,20%, a R$ 1,8180, enquanto no balcão a moeda subiu 0,61%, a R$ 1,8200, depois de abrir em queda e oscilar entre a máxima de R$ 1,8210 e a mínima de R$ 1,8060. Enquanto isso, o contrato futuro de junho perdia 0,11%, a R$ 1,816.

Proteção
O ataque de Israel a um grupo de seis navios que transportavam mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza também pode ter contribuído para a busca da proteção do dólar, segundo operadores, já que a reação do mercado financeiro americano ao ataque só será conhecida hoje, por conta do feriado de ontem. Perto das 16h40, o euro estava cotado a US$ 1,2302, de US$ 1,2281 no final da tarde de sexta em Nova York. Já o dólar era negociado a 91,08 ienes, de 90,91 na sexta-feira à tarde. A autoridade monetária interveio no mercado à vista com leilão realizado entre 15h47 e 15h57 e fixou a taxa de corte em R$ 1,8193.

Juros
Os juros futuros começaram a semana mais uma vez com sinal de queda nas taxas com vencimento a partir de 2011, enquanto os DIs de curto prazo ficaram de lado ou levemente pressionados para cima. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (29.010 contratos) subia a 9,865%, de 9,84% no ajuste da sexta-feira; o DI outubro de 2010 (30.090 contratos) mantinha-se nos 10,58% do ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (93.705 contratos) exibia 10,96%, de 10,99% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (81.585 contratos) cedia de 12,05% para 11,98%; o DI janeiro de 2014 (7.590 contratos) recuava de 12,29% para 12,23%.

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