Lucro suave
Depois de subir quase 5% em dois pregões, a Bovespa passou ontem por uma suave realização de lucros. As ordens de vendas foram mais fortes no início da tarde, amparadas pela notícia de que a Fitch rebaixou os ratings da Espanha, o que levou as Bolsas norte-americanas a ampliarem as quedas e a Bovespa a firmar-se na trajetória de baixa.

Petrobras
O avanço de Petrobras ao longo do pregão, no entanto, contribuiu fortemente para a redução das perdas do principal índice à vista. O Ibovespa terminou o dia com recuo de 0,23%, aos 61.946,99 pontos. Na mínima, registrou 61.305 pontos (-1,27%) e, na máxima, os 62.247 pontos (+0,25%). Na semana, o índice acumulou ganho de 2,80%. No mês, acumula perda de 8,27% e, no ano, de 9,68%. O giro financeiro somou R$ 6,838 bilhões. As ações da Petrobras trabalharam na contramão do petróleo - o contrato para julho perdeu 0,78% na Nymex, a US$ 73,97 -e subiram, com os ganhos sendo ampliados da metade para o final do pregão. Petrobras ON terminou em alta de 1,15% e PN, de 1,40%, enquanto Vale ON caiu 0,91% e PNA, 0,36%.

Ratings
O sinal do exterior ontem foi negativo, por causa da decisão da Fitch de reduzir os ratings de probabilidade de inadimplência da Espanha em moeda local e estrangeira para AA+, de AAA. Isso pegou os mercados europeus fechados, mas eles terminaram majoritariamente em queda por causa dos dados de gastos pessoais nos EUA. O indicador ficou estável em abril, depois da alta de 0,6% registrada em março. A renda pessoal subiu 0,4% em abril. Economistas esperavam aumento de 0,1% nos gastos e de 0,4% na renda. O Dow Jones recuou 1,19%, aos 10.136,63 pontos, o S&P perdeu 1,24%, aos 1.089,41 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,91%, aos 2.257,04 pontos.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta na sexta-feira, sob influência do otimismo que dominou os mercados dos EUA e da Europa, combinado à elevação dos preços das matérias-primas. Ambos os fatores provocaram um reconfortante e generalizado rali, no qual se destacaram as ações das seguradoras e das mineradoras. O índice Nikkei 225 subiu pela terceira sessão consecutiva e adicionou 123,26 pontos, ou 1,3%, fechando aos 9.762,98 pontos.

Câmbio
Ao final do pregão, o pronto da BM&F fechou em R$ 1,8217, alta de 0,37%, enquanto a divisa no balcão recuou 0,93%, a R$ 1,8090, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8290 e a mínima de R$ 1,8080 (1,16% entre uma e outra). Na semana, o dólar perdeu 2,79%, mas em maio acumula alta de 4,15% e no ano +3,79%. A movimentação no dólar pronto ganhou volume ontem, de US$ 155,5 milhões, depois de passar três sessões ao redor de apenas US$ 1 milhão por dia. O número de operações subiu para 68 ontem, das duas realizadas anteontem. O contrato para junho perdia 0,14% há pouco, a R$ 1,8125.

Leilões
O euro, depois de abrir o dia em alta, no patamar de US$ 1,24, voltou a cair à tarde e, perto das 16h40, era negociado a US$ 1,2271, de US$ 1,2356 no final da tarde de anteontem em Nova York. Já o dólar valia 90,96 ienes, de 90,90 ienes anteontem à tarde. Internamente, o Banco Central manteve a prática dos leilões de compra de dólar no mercado à vista e fixou a taxa de corte em R$ 1,8245 no leilão realizado até 15h38.

Juros
A correção de alta nos juros futuros nas últimas sessões não encontrou espaço para prosperar, uma vez que o cenário externo voltou ontem a pesar sobre os negócios. As taxas curtas ficaram estáveis, enquanto as de vencimento médio e longo cederam. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (142.085 contratos) projetava 9,845% (mínima), de 9,83% no ajuste anterior; o DI outubro de 2010 (46.360 contratos) operava estável em 10,58%; o DI janeiro de 2011, também estável, estava em 10,99%; o DI janeiro de 2012 (188.400 contatos) caía a 12,05%, de 12,09% ontem; e o DI janeiro de 2014 (8.690 contratos) caía a 12,29%, de 12,32% ontem.
(Agência Estado)

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