MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa acompanhou o bom humor externo, subiu mais de 3% e saltou de uma só vez dos 60 mil aos 62 mil pontos. As ações da Vale foram preponderantes para o desempenho do índice, embora as altas tenham sido generalizadas: apenas 10 ações terminaram no negativo. O desmentido da China sobre as suas reservas em euro, o corte orçamentário espanhol e os preços atrativos trouxeram os investidores para a ponta compradora. O Ibovespa terminou a quinta-feira em alta de 3,16%, aos 62.091,77 pontos. Na mínima, registrou 60.189 pontos (estável) e, na máxima, os 62.262 pontos (+3,44%). Com o resultado de ontem, as perdas acumuladas em maio diminuíram a 8,05%. Em 2010, a bolsa recua 9,47%. O giro financeiro totalizou R$ 6,653 bilhões.
China
O dia já amanheceu no ocidente com a informação de que a China desmentiu a informação do Financial Times de que Pequim estaria revendo suas posições em bônus de países europeus. Segundo o órgão regulador de câmbio da China, a Europa seguirá como um dos principais mercados para o país investir suas reservas internacionais. Depois, o parlamento Espanhol anunciou um corte de mais 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões) em cortes no orçamento neste ano e no próximo. Como resultado, o euro subiu e impulsionou as commodities - e os papéis ligados a elas.
Ações
As bolsas europeias subiram mais de 3% e as norte-americanas fecharam quase todas nesse patamar. O Dow Jones avançou 2,85%, aos 10.258,99 pontos, o S&P ganhou 3,29%, aos 1.103,06 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 3,73%, aos 2.277,68 pontos. No Brasil, Vale ON avançou 6,31% e PNA, 6,29% - esta com giro de R$ 1,006 bilhão, quase o dobro da segunda mais negociada (R$ 508,9 milhões, de Petrobras PN). Petrobras ON terminou com +3,19% e PN, com +2,81%.
Câmbio
Com o certo alívio de ontem, o dólar balcão fechou a R$ 1,8260, recuo de 1,62%, a maior queda desde o dia 10 deste mês (que foi de 4,11%). A moeda já abriu em baixa de 0,86% e foi ampliando a depreciação no período da tarde. A máxima do dia foi de R$ 1,8420 e a mínima, de R$ 1,8150. Perto das 15h30, o giro interbancário era de US$ 1,5 bilhão, considerado pequeno (anteontem foram mais de US$ 4 bilhões).
Baixo volume
O pronto da BM&F continua a apresentar baixo volume de negócios. Depois dos três registrados ontem, com pouco mais de US$ 1 milhão negociado somente até as 11h18 da manhã, ontem só se viu algum negócio depois das 14h36. Foram duas operações, com o mesmo volume financeiro de anteontem, US$ 1 milhão. Para se ter uma ideia, a movimentação foi de US$ 66 milhões no dia 21 deste mês, um volume na época já considerado fraco. Ao final da sessão, ele estava em R$ 1,8150, com queda de 1,52%, na mínima do dia.
Dólar futuro
Já o dólar para junho, o mais líquido entre os contratos futuros, registrava queda ainda mais acentuada há pouco, de 2,64%, a R$ 1,824. Perto das 16h40 o euro era negociado a US$ 1,2334, de US$ 1,2193 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar subia a 90,84 ienes, de 89,92 ienes ontem em NY. O Banco Central, que compra dólares no mercado spot diariamente desde 8 de maio de 2009, ontem realizou leilão nos minutos finais do pregão, até 15h55, fixando a taxa de corte em R$ 1,8209.
Juros
Os juros futuros continuaram com movimentação atrelada aos ativos no exterior. Ao término da negociação normal, os contratos estavam nas máximas. O DI julho de 2010 (766.215 contratos) projetava 9,835% (máxima), de 9,80% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (260.125 contratos), também na máxima, subia a 10,99%, de 10,91% ontem; o DI outubro de 2010 (102.225 contratos) avançava a 10,58% (máxima) de 10,51% ontem; o DI janeiro de 2012 (212.275 contratos) disparava a 12,09% (máxima), de 11,99% ontem.
(Agência Estado)





