MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa engatou ontem mais um dia de perdas, que só não foram maiores porque no período da tarde os índices norte-americanos melhoraram e influenciaram o comportamento do mercado doméstico. Com isso, o Ibovespa, que vinha ameaçando fechar nos 58 mil pontos, conseguiu garantir os 59 mil no final. A Bolsa doméstica recuou 1,22%, aos 59.184,08 pontos. No pior momento do pregão, registrou 57.876 pontos (-3,40%). Na máxima, atingiu os 59.912 pontos (-0,01%). No mês, acumula perdas de 12,36% e, no ano, de 13,71%. O giro financeiro totalizou R$ 6,883 bilhões.
Zona do euro
As preocupações com a delicada situação da zona do euro ganharam reforço ontem do aumento da tensão entre as Coreias do Norte e do Sul, depois da informação que o líder norte-coreano Kim Jong-il teria colocado suas tropas de prontidão, preparadas para atacar o sul, se necessário. As Bolsas asiáticas reagiram com fortes perdas ao recrudescimento do clima na região, assim como foram influenciadas pela Europa, onde crescem as preocupações com a situação do sistema financeiro espanhol.
Nos EUA
Nos EUA, as Bolsas tiveram quedas mais comedidas, ajudadas pelos indicadores, em especial pelo índice de confiança do consumidor, que teve alta pelo terceiro mês seguido. O Conference Board informou que o índice subiu para 63,3 em maio, do dado revisado de 57,7 de abril, que originalmente era de 57,9. Os economistas previam 58,5. À tarde, as bolsas foram diminuindo as perdas e o Dow Jones acabou fechando em baixa de apenas 0,23%, aos 10.043,75 pontos. O S&P conseguiu subir, 0,04%, aos 1.074,03 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,12%, aos 2.210,95 pontos.
Ações da Vale
Essa melhora em Wall Street foi seguida pelas ações da Vale, que viraram para cima e fecharam com altas firmes. A ON subiu 0,89% e a PNA, 1,01%. Petrobras terminou em baixa de 1,65% na ação ON e 2,21% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho recuou 2,08%, a US$ 68,75 o barril.
Câmbio
No mercado à vista, o pronto da BM&F estacionou em R$1,8907, alta de 1,32%, às 11h08 da manhã e não registrou mais negócios, enquanto o dólar balcão avançou 0,21%, a R$ 1,8680, na mínima cotação do dia - mas a maior desde 8 de fevereiro -, em uma sessão de forte volatilidade, em que a divisa abriu com alta de 1,98%, bateu a máxima de todo o ano a R$ 1,9030 e oscilou 1,87% entre a máxima e a mínima. No mercado futuro, o contrato para junho, mais negociado, perdia 0,56% há pouco, a R$ 1,8630.
Melhora
Ao longo da tarde, com a melhora do euro e a pressão de venda dos exportadores, a divisa passou a reduzir a alta ante a moeda brasileira, segundo José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora. O euro era negociado a US$ 1,2336 perto das 16h40, de US$ 1,2383 anteontem à tarde em Nova York, enquanto o dólar valia 90,09 ienes, de 90,40 anteontem.
Banco Central
Internamente, o Banco Central continua a comprar dólares no mercado à vista diariamente, mas vem reduzindo o volume adquirido. Na semana passada, por exemplo, segundo dados informados hoje, foram US$ 208 milhões, ante os US$ 470,5 milhões no período de 10 a 14 de maio e US$ 3,383 bilhões até o dia 7. Hoje, o leilão foi realizado até 15h43 e a taxa de corte foi fixada em R$ 1,8718.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (482.970 contratos) caía de 10,92% no ajuste de ontem para 10,86%; o DI julho de 2010 (211.145 contratos) passava de 9,78% para 9,77%; o DI outubro de 2010 (115.665 contratos) estava em 10,46%, de 10,49% ontem; o DI janeiro de 2012 (187.485 contratos) recuava a 11,95%, de 12,03% ontem; e o DI janeiro de 2014 (29.420 contratos) cedia de 12,30% para 12,25% (mínima).





