Bovespa
A Bovespa teve um início de semana morno e com volume fraco. A volatilidade, que foi grande pela manhã em razão da notícia de que o banco espanhol CajaSur teve que ser socorrido pelo governo do país, voltou a crescer perto do final dos negócios, puxada pelo comportamento das bolsas norte-americanas. E essa deve ser a tônica da semana, à medida que a agenda e o noticiário tragam dados mais impactantes aos negócios.

Em baixa
O Ibovespa iniciou a semana em baixa de 0,57%, aos 59.915,14 pontos. Na mínima, registrou 59.815 pontos (-0,74%) e, na máxima, os 60.850 pontos (+0,98%). No mês, acumula perdas de 11,27% e, no ano, de 12,64%. O giro financeiro somou meros R$ 4,644 bilhões, o menor de maio.

Espanha
No final de semana, o Banco da Espanha assumiu o controle do banco de poupança CajaSur, controlado pela igreja católica romana, segunda instituição espanhola a entrar em colapso financeiro desde o início da crise global há mais de dois anos. O banco é pequeno: tem 13 bilhões de euros (US$ 16,35 bilhões) em empréstimos e detém 0,6% do total de ativos do sistema financeiro espanhol. A notícia, entretanto, gerou um pouco de ruído no mercado, que anda tenso com a indefinição na condução da crise europeia.

Para baixo
Nos EUA, as bolsas titubearam, puxadas para baixo justamente pelas ações dos bancos. O Dow Jones caiu 1,24%, aos 10.066,57 pontos, e o S&P recuou 1,29%, aos 1.073,65 pontos. O Nasdaq terminou em baixa de 0,69%, aos 2.213,55 pontos. Saíram dois indicadores, ontem, positivos, mas não fizeram preços nos ativos.

Petrobras
No Brasil, as ações da Petrobras pesaram mais uma vez sobre o Ibovespa, ao caírem, na contramão do petróleo. Os papéis continuam sentindo os efeitos do processo de capitalização, ainda incerto. Petrobras ON perdeu 1,09% e PN, 0,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho subiu 0,24%, para US$ 70,21. Vale ON terminou em queda de 1,05% e PNA, de 1,22%.

Câmbio
A possível fragilidade no sistema financeiro espanhol trouxe de volta a apreensão com relação à Europa, levando a moeda única do bloco a devolver parte dos ganhos de sexta-feira e o dólar à nova sessão de valorização. Depois de subir 4,90% em seis sessões consecutivas e de fechar praticamente estável na sexta-feira, o dólar balcão ontem avançou 0,16%, a R$ 1,8640, em um dia em que oscilou entre a máxima de R$ 1,8660 e a mínima de R$ 1,8420. No mês de maio, a valorização da moeda americana é de 7,31%.

Pronto da BM&F
Já o pronto da BM&F teve alta de 0,54%, para R$ 1,8660, e o contrato em dólar para junho - o mais líquido - tinha há pouco alta de 0,57%, a R$ 1,8675.O giro financeiro, segundo cálculos da Renascença Corretora, era de US$ 3 bilhões, perto do fechamento do pregão, para as operações com liquidação em dois dias, ante os US$ 4,370 bilhões de sexta-feira.

Euro
O euro, depois de fechar a semana passada fortalecido pelo desmonte de posições contra a sua valorização, começa esta semana com novas apostas contrárias. Perto das 16h40, o euro caía para US$ 1,2395, de US$ 1,2583 no final da tarde de sexta-feira em Nova York. Já o dólar avançava a 90,48 ienes, de 89,64 na sexta-feira. O Banco Central manteve a prática (adotada desde maio do ano passado) de adquirir moeda no mercado à vista e realizou leilão até 16h07, fixando a taxa de corte em R$ 1,8641.

Juros
O movimento de alívio de prêmios persistiu no segmento de juros futuros, sendo, novamente, mais evidente nos contratos com vencimento a partir de 2011. Os DIs curtíssimos permaneceram próximos dos ajustes anteriores, enquanto os de médio e longo prazos recuaram, em uma sessão de fraco volume de contratos negociados. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 tinha apenas pouco mais de 117 mil contratos (117.465 contratos) e taxa de 10,92%, ante 10,93% no ajuste da sexta-feira; o DI julho de 2010 (108.380 contratos) projetava 9,78%, de 9,77% anteriormente; o DI outubro de 2010 (34.205 contratos) marcava 10,49%, de 10,50% na sessão anterior; o DI janeiro de 2012 (99.810 contratos) estava em 12,03%, de 12,01% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2014 (10.010 contratos) projetava 12,30%, de 12,36% na sexta-feira.
(Agência Estado)

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