MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Depois do tombo de quase 14% no mês até ontem, a Bovespa esboçou uma reação ontem, ajudada por um ambiente externo mais tranquilo e uma agenda esvaziada de indicadores. A alta, que recuperou o patamar de 60 mil pontos, foi patrocinada pelo desempenho de Vale e siderúrgicas. E as compras vieram sobretudo de investidores domésticos. Ibovespa terminou o dia com ganho de 3,55%, aos 60.259,33 pontos. Na mínima, registrou 57.997 pontos (-0,34%) e, na máxima, 60.303 pontos (+3,64%). Na semana, a Bolsa recuou 4,97%, no mês, acumula baixa de 10,77% e, no ano, de 12,14%. O giro financeiro totalizou R$ 6,504 bilhões.
Siderúrgicas
''Não tinha notícia nova. Assim, o mercado aproveitou a trégua para passar por uma correção. E a alta ocorreu principalmente naqueles papéis que foram mais penalizados nos últimos dias'', comentou Fausto Gouveia, da Legan Asset. Vale ON disparou 6,73% na ação ON e 7,44% na PNA, puxando o desempenho do principal índice à vista. As siderúrgicas acompanharam: Gerdau PN subiu 4,62%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,05%, Usiminas PNA, 5,21%, e CSN ON, 6,05%. Petrobras teve um desempenho bem mais modesto. A ação ON subiu 1,22% e a PN, 0,55%. Na Nymex,o contrato do petróleo com vencimento em julho recuou 1,07%, para US$ 70,04 o barril.
Sinal positivo
A Bovespa seguiu o sinal positivo que emanou dos Estados Unidos, mas as altas lá foram mais modestas, embora, no final, ao se ampliarem levaram o índice doméstico a renovar as máximas. O Dow Jones subiu 1,25%, aos 10.193,39 pontos, o S&P avançou 1,50%, aos 1.087,69 pontos, e o Nasdaq registrou ganho de 1,14%, aos 2.229,04 pontos.
No azul
O setor financeiro ajudou a segurar as bolsas no azul com a avaliação de que as seguradoras, os fundos de hedge, as bolsas de derivativos e os administradores de recursos serão menos penalizadas do que os grandes bancos pelas restrições impostas à indústria financeira na proposta de lei de reforma da regulação financeira aprovada ontem pelo Senado. As medidas, para virarem lei, terão de ser conciliadas com as propostas da Câmara dos Representantes aprovadas em dezembro.
Europeias
Na Europa, as bolsas terminaram em baixa, mesmo depois de o Parlamento da Alemanha ter aprovado a contribuição do país ao pacote de 750 bilhões de euros oferecido em conjunto pela União Europeia e FMI para ajudar países da zona do euro em dificuldades financeiras.
Câmbio
O câmbio seguiu atrelado ao desenrolar da crise europeia ontem e oscilou ao sabor da desmontagem de posições entre aqueles que, no exterior, apostavam na queda ainda maior do euro, e os exportadores que, internamente, corriam para aproveitar a cotação favorável, ampliando o volume de negócios. Dessa forma, depois de seis altas consecutivas, onde acumulou valorização de 4,90%, o dólar recuou ante o real hoje. Ao final do pregão, o pronto na BM&F fechou a R$ 1,8560, queda de 0,27%, enquanto no balcão a moeda recuou 0,05%, a R$ 1,8610, depois de abrir em alta de 1,56% e oscilar 2,92% entre a máxima de R$ 1,9010 e a mínima de R$ 1,8470.
Alta acumulada
Na semana, o dólar acumula alta de 3,10%, enquanto no mês subiu 7,14% e no ano +6,77%. Já no mercado futuro, o dólar para junho, mais negociado, a queda era bem maior no pregão desta sexta, de 1,14% há pouco, a R$ 1,8650. O euro era negociado perto das 16h40 a US$ 1,2576, de US$ 1,2480 ontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar valia 89,81 ienes, de 89,52 ienes anteontem à tarde. O Banco Central fez sua intervenção diária no mercado à vista até 15h28 e fixou a taxa de corte em R$ 1,8633.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (447.800 contratos) projetava 10,93%, de 10,99% ontem; o DI julho de 2010 (120.720 contratos) mostrava estabilidade, a 9,77%; o DI outubro de 2010 (105.500 contratos) caía de 10,53% ontem para 10,50%; o DI janeiro de 2012 (302.680 contratos) recuava a 12,01%, de 12,10% ontem; e o DI janeiro de 2014 (25.960 contratos) estava em 12,36%, de 12,47% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





