Fluxo cambial I
A entrada de dólares no país superou as retiradas por uma diferença de US$ 2,736 bilhões na primeira quinzena de maio (até o dia 14), segundo estatísticas divulgadas ontem pelo Banco Central. No acumulado deste ano, o saldo está positivo em US$ 7,774 bilhões. O BC contabilizou um saldo positivo de US$ 1,955 bilhão pela conta comercial (exportações e importações) no período. Pela conta financeira, o saldo também foi positivo, na casa dos US$ 781 milhões.

Fluxo cambial II
Os números da segunda semana da maio (10 a 14) mostram, no entanto, que o fluxo de saída cresceu: pela conta comercial, o saldo foi negativo em US$ 677 milhões; pelo lado financeiro, as saídas superaram as entradas de divisas por quase US$ 300 milhões. Em maio do ano passado, considerando o mesmo período (dez primeiros dias úteis do mês), o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,059 bilhões. No acumulado desse ano, as entradas de dólares superavam as saídas por apenas US$ 516 milhões.

Ibovespa
As ações brasileiras desvalorizam na rodada de negócios de ontem, num cenário de alta aversão ao risco, devido à crise na Europa. Nem a visão mais positiva da economia americana, manifesta pelo BC local, consegue animar os investidores, que optam pela cautela. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recua 2,01%, aos 59.615 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,01 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York) cede 0,47%.

Câmbio
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,839, em alta de 0,93%. A taxa de risco-país marca 229 pontos, número 3,1% acima da pontuação anterior.

Federal Reserve
Entre as principais notícias do dia, o banco central dos EUA (o Federal Reserve) mostrou uma visão um pouco mais otimista sobre a economia americana, e elevou as projeções de crescimento para este ano - de 2,8% a 3,5% para 3,2% para 3,7%.

Vendas
As vendas de ações brasileiras por investidores estrangeiros superam as compras por uma diferença de R$ 1,451 bilhão neste mês, segundo estatísticas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) atualizadas até segunda-feira. Em abril, o saldo foi negativo em R$ 1,078 bilhão. No acumulado deste ano, as vendas de ações superam as compras por uma margem de R$ 2,733 bilhões. Em 2009, o saldo acumulado nos primeiros cinco meses foi positivo em R$ 11,200 bilhões.

Europeias
As bolsas de valores europeias fecharam em queda generalizada em um momento no qual um esforço isolado da Alemanha para proibir alguns tipos de posições vendidas a descoberto expõe as discordâncias regionais sobre a formulação de políticas e alimenta temores sobre o futuro da união monetária. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em 243,82 pontos, uma queda de 2,98% - o terceiro declínio em quatro sessões -, com o recuo acentuado das ações dos bancos e das mineradoras.

Asiáticas
Os mercados asiáticos encerraram ontem em queda, na sua maioria,uma vez que a decisão da Alemanha de proibir a venda a descoberto especulativa em certos instrumentos financeiros afetou a confiança do investidor. A baixa na Bolsa de Hong Kong foi liderada pelo peso pesado HSBC, em meio às expectativas de que a crise europeia possa atingir as instituições financeiras do país e os exportadores. O índice Hang Seng caiu 365,96 pontos, ou 1,8%, e terminou aos 19.578,98 pontos. HSBC perdeu 1,7%. A exportadora Esprit cedeu 5%. Denway Motors caiu 24,1%.

Tóquio
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio atingiu a mínima intraday de três meses ontem, uma vez que o euro fraco continuou a puxar para baixo as ações das empresas exportadoras em geral, enquanto o endurecimento da posição regulatória da União Europeia fez vítimas entre as corretoras. O índice caiu 55,80 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 10.186,84 pontos, depois de ter chegado à mínima intraday de 10.041,93 pontos.O euro, que chegou a cair para 111,29 ienes durante a negociação asiática, voltou a tirar o entusiasmo pelas ações das exportadoras. Canon caiu 1,1% e Tokyo Electron fechou em baixa de 1,2%.
(Das agências)

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