MERCADO FINANCEIRO
Commodities
A Bovespa fechou ontem em queda pela terceira sessão consecutiva, abaixo dos 63 mil pontos e no menor nível desde fevereiro passado. O sinal negativo vindo das bolsas externas e a queda do euro e das commodities se somaram ao vencimento de opções sobre ações para levar o principal índice à vista para baixo. As perdas, no entanto, diminuíram no final com a inversão para cima das bolsas norte-americanas.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em queda de 0,86%, aos 62.866,26 pontos, menor patamar desde 5 de fevereiro deste ano (62.762,70 pontos). Na mínima, o índice registrou 61.825 pontos (-2,50%) e, na máxima, os 63.593 pontos (+0,29%). No mês, as perdas atingem 6,90% e, no ano, 8,34%. Nestes três pregões, as perdas acumuladas foram de 3,61%. O giro financeiro totalizou R$ 9,905 bilhões, dos quais R$ 2,42 bilhões referem-se ao exercício de contratos de opções sobre ações.
Petróleo
Com o tombo dos metais e do petróleo, as blue chips Petrobras e Vale fecharam em baixa, mas os papéis da mineradora foram mais fortemente prejudicados porque a estatal, além de já ter sofrido mais nas últimas semanas, teve ajuda dos números de seu balanço, divulgado na última sexta-feira. Petrobras ON perdeu 1,18% e PN, 0,80%. A estatal anunciou lucro líquido de R$ 7,726 bilhões no primeiro trimestre do ano, 13,7% acima das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado (R$ 6,794 bilhões). Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 2,14%, para US$ 70,08 o barril. Vale ON perdeu 1,55% e PNA, 1,84%. Gerdau PN recuou 2,71%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,66%, Usiminas PNA, 3,97%, CSN ON, 3,60%. Os metais básicos fecharam em queda.
Dow Jones
No exterior, o sinal de baixa foi registrado na Ásia, na Europa e nos EUA, mas neste último caso apenas em parte do pregão. Cerca de meia hora antes do fechamento, os índices viraram para cima e fecharam no azul. O Dow Jones subiu 0,05%, aos 10.625,83 pontos, o S&P avançou 0,11%, aos 1.136,94 pontos, e o Nasdaq, 0,31%, aos 2.354,23 pontos.
Câmbio
Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto da BM&F subiu a R$ 1,8160 (+ 0,64%), enquanto a moeda no balcão avançou 0,28%, a R$ 1,8100, na terceira sessão consecutiva de alta, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8280 e a mínima de R$ 1,7940 - a moeda chegou a ter alta de 1,11% na maior cotação do dia, mas foi reduzindo o avanço da metade do dia para o final. Em três dias, o dólar ganhou 1,97%. No segmento futuro, o contrato para junho/2010, mais negociado, subia no final da tarde 0,53%, a R$ 1,8140.
Spot
O Banco Central manteve a prática de adquirir moeda no mercado spot, como faz diariamente desde 8 de maio de 2009, e realizou leilão nos minutos finais do pregão, até 16h24, fixando a taxa de corte em R$ 1,8107.
Euro
O euro, que chegou a ser negociado a US$ 1,2234 na madrugada, menor patamar em quatro anos, valia no final da tarde de ontem US$ 1,2387, de US$ 1,2372 no final da tarde de sexta-feira em Nova York. O dólar estava cotado a 92,51 ienes, de 92,35 ienes sexta-feira à tarde. Já a libra chegou ao menor patamar em 13 meses ante o dólar e no final do dia estava em US$ 1,4481, de US$ 1,4537 sexta em Nova York.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (10.185 contratos) projetava 9,75%, de 9,74% no ajuste de sexta-feira; o DI outubro de 2010 (65.065 contratos) passava de 10,57% para 10,56%; o DI janeiro de 2011 (222.730 contratos) recuava de 11,08% para 11,02%; o DI janeiro de 2012 (95.375 contratos) caía a 12,28%, de 12,32% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2014 (10.255 contratos) cedia a 12,60%, de 12,63% na sexta-feira.
(Agência Estado)





