Recessão
A semana terminou bem diferente do que começou no mercado financeiro. O entusiasmo com o bilionário pacote de ajuda anunciado pela União Europeia na madrugada de segunda-feira foi trocado pelas incertezas que ele ocasionará, como recessão. Essa mudança de sentimento fez com que as Bolsas de Valores fechassem em queda forte ontem em todo o mundo. A fuga do risco fez o euro recuar para a sua mínima desde outubro de 2008, as commodities caírem, assim como as ações. A Bovespa perdeu novamente um degrau e fechou nos 63 mil pontos.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em queda de 2,12%, aos 63.412,47 pontos. Na mínima, atingiu 63.050 pontos (-2,68%) e, na máxima, 64.787 pontos (estável). Na semana, subiu 0,86%, no mês, acumula baixa de 6,10% e, no ano, de 7,55%. O giro financeiro totalizou R$ 6,332 bilhões.

Bolsas na Europa
Os investidores tiveram que digerir de uma só vez a notícia de que a França poderia abandonar a zona do euro; que o euro, como moeda, falhou; que a Espanha registrou sua primeira deflação desde 1986; e que a Grécia pode não conseguir superar seus problemas, pondo abaixo o pacote de ajuda que está à sua disposição. Tudo isso fez com que a avaliação corrente ontem, fosse a de que o fundo de quase US$ 1 trilhão que a UE colocou à disposição dos países da zona do euro será insuficiente para conter o problema e que a região vai mesmo embarcar numa recessão.Na Europa, as bolsas superaram 3% de perdas, sendo que a Bolsa de Madri recuou 6,64%.

Queda
Com a aversão a risco, o euro acabou caindo para seu menor nível desde outubro de 2008, abaixo de US$ 1,24. Isso pesou sobre as commodities, que recuaram. O contrato do petróleo para junho perdeu 3,75% de seu valor na Nymex, terminando a US$ 71,61 o barril.

Dow Jones
Nos EUA, os indicadores divulgados ontem vieram bons, mas não impediram o tombo das ações. O Dow Jones terminou em baixa de 1,51%, aos 10.620,16 pontos, o S&P recuou 1,88%, aos 1.135,68 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,98%, aos 2.346,85 pontos.

Petrobrás
No Brasil, as ações da Petrobrás operaram com uma perda contida durante todo o dia e viraram para cima a minutos do fim, impedindo uma queda maior do Ibovespa. A estatal divulgou ontem o resultado de seu primeiro trimestre. Petrobras ON terminou em alta de 0,38% e PN, de 0,30%. Vale acompanhou os metais e recuou 2,96% na ON e 3% na PNA.

Câmbio
Ante o real, o pronto da BM&F avançou a R$ 1,57, alta de 1,8044%, enquanto no balcão a moeda teve alta de 1,58%, a R$ 1,8050. A divisa já abriu a sexta-feira em alta e oscilou entre a máxima de R$ 1,8180 e a mínima de R$ 1,7820. Na semana, o dólar, entretanto, perdeu 2,38%, enquanto no mês de maio acumula alta de 3,91% e no ano, + 3,56%. No segmento futuro, o contrato para junho, mais líquido, valia há pouco R$ 1,8100, alta de 1,51%.

Euro
O euro era negociado, perto das 16h40, a US$ 1,2379, de US$ 1,2531 no final da tarde de ontem em Nova York, enquanto o dólar caía para 92,22 ienes, de 92,68 ienes ontem.

BC
Banco Central manteve a prática de intervir no mercado à vista e realizou leilão até 15h53, fixando a taxa de corte em R$ 1,8025.

Juros
Os juros futuros embarcaram em uma trajetória de alívio no período da tarde de ontem, com os contratos de curto e médio prazos terminando a negociação normal da BM&F em queda - e nas mínimas - e os longos desacelerando a alta. Em uma sessão avaliada pelos operadores como ''sem destaques'', o cenário externo serviu de parâmetro a amparar os negócios. A devolução de prêmios foi atribuída, sobretudo, ao comportamento de baixa das commodities.

DI
O DI janeiro de 2011 (342.650 contratos) caía de 11,12% no ajuste de ontem para 11,08%; o DI julho de 2010 (88.545 contratos) passava de 9,75% para 9,744%; o DI outubro de 2010 (105.210 contratos) projetava 10,57%, de 10,59% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (167.220 contratos) subia a 12,32%, de 12,28% anteontem; e o DI janeiro de 2014 (13.750 contratos) marcava 12,63%, de 12,56% no ajuste de quinta-feira.Pela manhã, as taxas longas ficaram pressionadas, enquanto as curtas flertaram com os níveis anteriores.

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