Ba­lan­ços
A desconfiança impediu o avanço da Bovespa ontem, onde os balanços corporativos positivos foram parcialmente ofuscados pela notícia de que oito bancos americanos estão sendo investigados pelo Estado de Nova York, suspeitos de fornecerem às agências de classificação de risco informações falsas para aumentar os ratings dos ativos hipotecários, conforme afirmou o jornal The New York Times.

Ibovespa
A informação, aliada à continuada preocupação com a situação fiscal europeia, fez com que o principal índice à vista da bolsa fechasse em queda ontem, perdendo mais uma vez os 65 mil pontos. Neste mês, a bolsa só teve três pregões de alta até o momento. O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 0,67%, a 64.788,22 pontos, depois de abrir estável e oscilar entre a máxima de 65.427 pontos (+0,31%) e a mínima de 64.738 pontos (-0,74%).

Investigados
De acordo com o New York Times, os bancos que estão sendo investigados pela promotoria federal dos EUA são Goldman Sachs, Morgan Stanley, UBS, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Crédit Agricole e Merrill Lynch - que agora pertence ao Bank of America.

Petrobras
Os papéis da Petrobras destoaram da volatilidade da bolsa brasileira e subiram durante todo o dia, diante das boas expectativas dos analistas em relação ao balanço da companhia, que sai hoje, após o fechamento dos mercados, e pela proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, no qual as ações da estatal têm peso importante.

Vale
As ações da Vale, por sua vez, tiveram um pregão de baixa, já que os setores ligados a commodities continuam a sofrer o impacto do esperado aperto monetário na China, segundo os profissionais do setor. ''Há investidores vendendo papéis ligados a commodities e comprando ações ligadas a consumo'', citou Fausto Gouveia, economista da Legan Asset Management. Hoje, mesmo com a alta dos principais metais, Vale ON caiu 1,45% e a ação PNA perdeu 1,58%.

Câmbio
O mercado de câmbio doméstico reduziu o ritmo de negócios ontem para observar a reação dos investidores externos aos impactos das medidas de austeridade fiscal anunciadas por governo europeus nos últimos dias. Lá fora, o euro e a libra caíram ante o dólar, pressionados por preocupações com os efeitos negativos que as medidas de austeridade - com os planejados cortes de gastos dos governos - terão sobre as economias de países como Grécia, Espanha e Portugal.

Zona do euro
Fora da zona do euro, o Reino Unido também enfrentará dolorosas medidas para reduzir seu déficit. Às 16h46, o euro recuava a US$ 1,2547, de US$ 1,2629 no fim da tarde de anteontem em NY; e a libra cedia a US$ 1,4630, de US$ 1,4826. Em consequência, o dólar à vista oscilou pouco na sessão em meio a um volume de negócios reduzido.

Dólar
O Banco Central fez o leilão diário de compra meia hora antes do fechamento à vista no balcão e fixou a taxa de corte em R$ 1,7741. Em seguida, o dólar à vista devolveu as perdas e passou a subir. O pronto no balcão bateu a máxima de R$ 1,778 (+0,17%) às 16h16. No fechamento, o pronto na BM&F avançou 0,19%, para R$ 1,7765. No balcão, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 1,7770, com ganho de 0,11%, após oscilar de R$ 1,770 (-0,28%) a R$ 1,778 (+0,17%). No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de junho projetava taxa de R$ 1,7865, alta de 0,39% às 16h39.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012, o mais negociado, com 281.260 contratos, projetava 12,28%, de 12,29% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (280.340 contratos), estável, tinha taxa de 11,12%; o DI julho de 2010 (10.255 contratos) estava em 9,749%, de 9,73% anteontem; e o DI janeiro de 2014 (16.075 contratos) operava estável a 12,56%.
(Agência Estado)

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