MERCADO FINANCEIRO
Perda
O dólar comercial fechou em queda de 0,56% ontem, cotado a R$ 1,773 na venda. Na semana, a moeda norte-americana já acumula perda de 4,21%. O Banco Central (BC) voltou a comprar dólar em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 12h05 e terminou às 12h15. A taxa aceita ficou em R$ 1,771.
Varejo
Na agenda de ontem, no cenário interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as vendas no varejo nacional em março registraram alta de 15,7% em relação ao mesmo período de 2009. Na comparação com fevereiro, a alta foi de 1,6%.
PIB
Na Europa, a agência Eurostat apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 0,2% no primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores. Na União Europeia, as economias da região também tiveram crescimento de 0,2% no período. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB teve expansão de 0,5% na área da moeda comum e de 0,3% no bloco europeu entre janeiro e março de 2010.
Grécia
Já a economia grega caiu 2,3% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009. Perante o quarto trimestre de 2009, o PIB do país diminuiu 0,8% entre janeiro e março deste exercício.
Reino Unido
Os resultados financeiros do ING e da Allianz ajudaram as bolsas de valores europeias a fecharem em alta ontem, no primeiro dia de atuação de um governo de coalizão no Reino Unido. O desempenho das ações nos mercados norte-americanos e o plano da Espanha para acelerar sua consolidação fiscal também tiveram influência sobre o bom desempenho das bolsas do Velho Continente.
Londres
Todos os principais mercados de ações da Europa fecharam em alta. O índice FTSE-100, da bolsa de Londres, subiu 49,24 pontos, ou 0,92%, encerrando o pregão em 5.383,45 pontos; em Paris, o CAC-40 avançou 40,67 pontos, ou 1,10%, fechando em 3.733,87 pontos; o índice Dax, de Frankfurt, ganhou 145,78 pontos, ou 2,41%, terminando a sessão em 6.183,49 pontos. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,45%, fechando em 256,60 pontos.
Tóquio
Após a queda generalizada registrada anteontem, os mercados da Ásia não apresentaram tendência definida ontem. Parte das bolsas da região refletiu a preocupação com os indicadores de inflação na China e a baixa em Wall Street. Houve também cautela por parte dos investidores, além da presença de ''caçadores de barganhas'' em alguns setores.
Temores
Na Bolsa de Hong Kong, houve leve alta, com a redução dos temores sobre a crise europeia e a recuperação nas ações do peso pesado HSBC. O índice Hang Seng subiu 65,98 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 20.212,49 pontos. HSBC ganhou 1,7%. A também peso pesado China Mobile subiu 0,1%. Entre as imobiliárias, China Overseas Land baixou 2,6% e China Resources Land recuou 3,1%.
Ganhos
A Bolsa de Xangai, na China, fechou em ligeira elevação por conta da presença de investidores em busca de ofertas de ocasião nos setores imobiliário e financeiro. Os ganhos, contudo, foram limitados pelos temores sobre a adoção de medidas para conter a liquidez. O índice Xangai Composto subiu 0,3% e encerrou aos 2.655,71 pontos. Já o índice Shenzhen Composto perdeu 1,2% e terminou aos 1.012,24 pontos. Entre as imobiliárias, Gemdale avançou 2,3% e Poly Real Estate faturou 3,6%. Entre os bancos, China Merchants Bank ganhou 2,4% e Pudong Development Bank teve alta de 2,1%.
Balcão
O yuan se valorizou em relação ao dólar, com a redução da demanda corporativa da moeda norte-americana e as expectativas de que a China poderá aumentar as taxas de juros. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8273 yuans, de 6,8290 yuans do fechamento de anteontem.
(Das agências)





