GangorraA Bovespa trabalhou na gangorra ontem: não sabia se subia ou se caía, o que resultou num pregão bastante volátil. Além das preocupações com a situação europeia, pesaram sobre as ações domésticas os indicadores divulgados na China, sinalizando aperto monetário iminente. As commodities fecharam em baixa e levaram consigo ativos como as blue chips Vale e Petrobras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,57%, aos 64.424,89 pontos, na mínima do dia. Na máxima, registrou 65.733 pontos (+0,43%). No mês, acumula perda de 4,60% e, no ano, de 6,07%. O giro financeiro totalizou R$ 6,078 bilhões. Depois dos ganhos exuberantes de anteontem, as bolsas passaram por ajustes nesta sessão, com os investidores deixando um pouco da euforia de lado para mensurar os efeitos práticos do bilionário pacote de ajuda. Há dúvidas sobre o funding do pacote e, mais que isso, sobre a capacidade de os países implementarem as medidas de austeridade necessárias para terem acesso aos recursos disponibilizados. Essa releitura fez com que quase todas as bolsas de valores europeias fechassem em queda.

China
Também influenciaram o comportamento dos ativos os números divulgados na China, que mostraram alta dos índices de preços CPI (+2,8% em abril, ante previsão de +2,7%), PPI (+6,8%), dos preços dos imóveis (+12,8% em abril ante abril de 2009) e das vendas no varejo (+18,5%). Os investidores acreditam que um aumento dos juros será iminente e as commodities, por isso, caíram.

Blue Chips
Ibovespa, que sentiu o peso das blue chips, aprofundou as perdas à tarde com a inversão para baixo dos índices acionários norte-americanos. O Dow Jones terminou o dia com recuo de 0,34%, aos 10.748,26 pontos. O S&P recuou 0,34%, aos 1.155,79 pontos, mas o Nasdaq avançou 0,03%, aos 2.375,31 pontos. Aqui, Petrobras caiu 2,10% na ação ON, e 1,76% na PN. Vale ON perdeu 0,97% e PNA, 1,66%. Gerdau PN recuou 2,26%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,58%, Usiminas PNA, 0,94%, e CSN ON, 1,34%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho perdeu 0,56%, a US$ 76,37 o barril.

Câmbio
Depois da queda de 4,11% anteontem, ontem o dólar balcão encerrou o dia em alta de 0,68% - a primeira em três dias -, a R$ 1,7850, apesar de ter aberto o dia com avanço de quase 1% e de ter oscilado entre a máxima de R$ 1,7900 e a mínima de R$ 1,7750. O pronto da BM&F fechou a R$ 1,7765, perto da estabilidade (queda de 0,03%), e, no mercado futuro, o contrato para junho em dólar, o mais líquido, subia, no final da tarde, 0,67%, a R$ 1,7925.
O euro também não conseguiu manter a alta de ontem e voltou a cair, enquanto a libra avançou diante das notícias de que os partidos Conservador e Liberal Democrata, no Reino Unido, estejam próximos de um histórico acordo de divisão de poder. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,2702, de US$ 1,2775 no final da tarde de anteontem em Nova York, enquanto o dólar valia 92,81 ienes, de 93,15 ienes anteontem, e a libra avançava a US$ 1,4934, de US$ 1,4869 anteontem.

Leilão
Mesmo em um dia com poucos negócios como hoje, o Banco Central manteve a rotina dos leilões diários para compra de dólar no mercado à vista e adquiriu moeda à taxa de corte de R$ 1,7806.

Juros
O mercado de juros operou ao sabor do fluxo, sem nada de peso no noticiário que pudesse impor um rumo firme para as taxas. Os contratos de curto prazo fecharam em ligeira alta, enquanto os longos mantiveram a trajetória recente de baixa. Operadores nas mesas de renda fixa detectaram, sobretudo, fluxo de compra para zeragem de posições vendidas de estrangeiros nos DIs de vencimento próximo.

BM&F
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (319.075 contratos) subia de 11,09% no ajuste para 11,12%; o DI julho de 2010 (33.280 contratos) estava na máxima de 9,72%, de 9,70% anteontem; o DI janeiro de 2012 (133.025 contratos) marcava 12,35%, de 12,38% anteontem; e o DI janeiro de 2014 (19.430 contratos) recuava à mínima de 12,61%, ante 12,71% anteontem.
(Agência Estado)

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