MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa não teve uma reação diferente dos outros mercados acionários ao pacote bilionário de ajuda aos países problemáticos da zona do euro: exibiu forte alta e conseguiu retomar alguns dos patamares perdidos na última semana. A euforia, no entanto, ficou para a abertura, já que no período da tarde o Ibovespa oscilou pouco - mas continuou trabalhando em patamares de 3% e 4% de ganho.
Blue chips
As blue chips tiveram ritmo de ganhos diferentes: enquanto as ações da Vale avançaram mais de 4%, Petrobras não chegou a 2% de alta.
A Bolsa doméstica terminou a segunda-feira em alta de 4,50%, a maior desde os 5,91% de 29 de outubro do ano passado. Fechou aos 65.698,37 pontos. Na mínima do dia, registrou 62.872 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 66.083 pontos (+5,11%).
Redução de perdas
O desempenho de ontem reduziu as perdas acumuladas no mês a 2,71% e, no ano, a 4,21%. O giro financeiro somou R$ 6,569 bilhões. O fundo aprovado na Europa terá nada menos do que 750 bilhões de euros para combater crises sistêmicas na zona do euro e no bloco amplo da União Europeia. Serão 60 bilhões de euros euros em empréstimos emergenciais que estarão disponíveis rapidamente e uma linha equivalente a 440 bilhões para dar garantias a empréstimos da UE.
Fundos do FMI
Os outros 250 bilhões de euros virão do Fundo Monetário Internacional. Além disso, os bancos centrais da zona do euro começaram a comprar bônus nacionais de países da região no mercado secundário, como parte do plano de estabilização do Banco Central Europeu. Para completar, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu, o Federal Reserve e o Banco Nacional Suíço reativaram operações temporárias de swap em dólar para prover liquidez.
Alta na Europa
Com tamanha ajuda, as bolsas tiveram alta generalizada, a partir da Ásia. Mas foi na Europa que os ganhos ficaram maiores. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 5,16%; em Paris, o CAC-40 avançou 9,66%; o Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 5,30%; na bolsa de Madri, o índice Ibex-35 subiu 14,43%; a alta do PSI-20, em Lisboa, foi de 10,73%; e, em Atenas, o índice composto ASE ganhou 9,13%.
Dow Jones
Nos EUA, as Bolsas subiram com vigor, mas mais contidas do que na Europa. O Dow Jones fechou com avanço de 3,90%, aos 10.785,14 pontos, o S&P avançou 4,40%, aos 1.159,73 pontos, e o Nasdaq ganhou 4,81%, aos 2.374,67 pontos.
Brasil
No Brasil, apenas cinco ações fecharam em baixa. Do outro lado, Vale e siderúrgicas ajudaram a impulsionar o Ibovespa, enquanto Petrobras teve um desempenho bem mais contido, ainda penalizada pelo processo de capitalização. Vale ON subiu 4,25%, PNA, 4,63%, Gerdau PN avançou 3,22%, Metalúrgica Gerdau, 2,44%, Usiminas PNA, 5,74%, CSN ON, 4,67%, Petrobras ON 1,72%, e PN, 1,34%, Na Nymex, o contrato do petróleo para junho ganhou 2,25%, a US$ 76,80 o barril.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com a notícia de que a União Europeia e o FMI chegaram a um acordo sobre um enorme plano para garantir a estabilidade da zona do euro, ao mesmo tempo em que a JX Holdings e outras empresas atraíram forte volume de compra de ações ao prever bons resultados. O índice Nikkei 225 subiu 166,11 pontos, ou 1,6%, e fechou aos 10.530,70 pontos.
Câmbio
Depois da alta de 6,44% ante o real na semana passada, o dólar hoje já abriu em queda de 3,41% e fechou com recuo de 4,11% no balcão - maior queda porcentual desde 24 de novembro de 2008, quando caiu 5,52% - , a R$ 1,7730, na mínima do dia, enquanto o pronto da BM&F fechou a R$ 1,7770, recuo de 3,87%. O investidor passou a vender dólar e iene e a comprar euro, moedas de emergentes como o real, ações e commodities.
Euro
O euro, que na sequência do anúncio do pacote chegou a subir a US$ 1,31, mostrava bem menos entusiasmo perto das 16h40 de ontem, a US$ 1,2763, ante os US$ 1,2732 no final da tarde de sexta-feira em Nova York. Enquanto isso, o dólar subia para 93,21 ienes, de 91,70 na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (293.210 contratos) projetava 11,09%, de 11,03% no ajuste de sexta-feira; o DI julho de 2010 (98.800 contratos) subia a 9,70%, de 9,68% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (160.705 contratos), estável, marcava 12,38%; e o DI janeiro de 2014 (10.170 contratos) recuava de 12,83% no ajuste anterior para 12,71%.





