Reino Unido
A Bovespa terminou ontem seu quarto pregão em baixa da semana, com breve intervalo apenas na última quarta-feira (+0,07%). As contínuas preocupações com a situação fiscal europeia ganharam ontem o adicional do resultado da eleição no Reino Unido, que não formou maioria pela primeira vez em mais de 30 anos. As perdas nas bolsas norte-americanas e brasileira foram inferiores às registradas na Europa, que ontem havia fechado antes do tombo em Wall Street e hoje tiraram o atraso. O volume doméstico segue elevado, com os estrangeiros saindo de ativos mais arriscados.


Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,86%, aos 62.870,88 pontos, para o menor nível desde os 62.762,70 pontos de 5 de fevereiro passado. O pregão, no entanto, foi muito volátil e, inclusive, chegou a subir, acompanhando a alta de Wall Street. Na mínima do dia, o índice recuou 2,76%, aos 61.663 pontos e, na máxima, avançou 0,84%, aos 63.945 pontos. O resultado do mês se confunde com o da semana e registra uma queda de 6,90%. No ano, a Bovespa recua 8,34%. O giro financeiro totalizou R$ 7,726 bilhões.

Zona do euro
Além das incertezas sobre a situação grega e o temor de contágio nas demais economias da zona do euro, ontem os investidores tiveram que digerir o resultado das eleições do Reino Unido. Pela primeira vez desde 1974 o parlamento não tem maioria absoluta. O Partido Conservador conseguiu 306 assentos, o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Gordon Brown, ficou com 258 posições e o Partido Liberal Democrata, liderado por Nick Clegg, obteve 57 assentos. Agora, está aberta a porta para coalizões. Esta indefinição no Congresso fez a libra cair ontem e, no mercado, os investidores ainda estão preocupados com o elevado déficit fiscal do país, de 11,5% do PIB, que ameaça inclusive o rating AAA, como já alertaram as agências de rating.

Bolsas europeias
As bolsas europeias, que anteontem estavam fechadas quando houve o ''caos'' nos índices norte-americanos, ontem juntaram tudo e fecharam com perdas fortes, mesmo com os bons dados da produção industrial na Alemanha e do Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. Nos EUA, os números do payroll superaram as previsões (+290 mil em abril, ante alta de 180 mil prevista pelos analistas).

Dow Jones
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,33%, aos 10.380,43 pontos. O S&P 500 perdeu 1,53%, aos 1.110,88 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 2,33%, aos 2.265,64 pontos. No Brasil, Vale segue como a mais negociada do pregão, ontem com giro individual de R$ 1,080 bilhão na ação PNA. O papel perdeu 0,05%, enquanto a ON recuou 0,34%. Os metais básicos caíram na sua maioria. Petrobras ON perdeu 1,03% e PN, 0,20%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho terminou em baixa de 2,59%, a US$ 75,11 o barril.

Câmbio
Apesar do clima mais calmo em relação à anteontem, o dia foi repleto de volatilidade. O pronto da BM&F fechou a R$ 1,8485, queda de 0,62%, enquanto a moeda no balcão recuou 0,27%, a R$ 1,8490, depois de abrir em queda e oscilar entre a máxima de R$ 1,8740 e a mínima de R$ 1,8220 (2,85% entre uma e outra). Na semana, a moeda acumula alta de 6,44%. No segmento futuro, o contrato para junho/2010 era negociado no final da tarde de ontem a R$ 1,858, queda de 0,32%.

Libra
Perto das 16h40 de ontem, o euro era negociado a US$ 1,2712, de US$ 1,2599 no final da tarde de anteontem em Nova York, enquanto o dólar valia 91,22 ienes, de 89,92 anteontem. A libra, pressionada pelas eleições sem maioria no Reino Unido e pelo risco de que o país perca o rating AAA caía para US$ 1,4791, de US$ 1,4832 anteontem à tarde.

Leilão
No mercado interno, o Banco Central fez seu rotineiro leilão de compra de dólares no início da tarde, mas não precisou fazer uma segunda intervenção. O leilão de compra aconteceu entre 12h21 e 12h31, à taxa de corte de R$ 1,8467. Hoje faz um ano desde que o BC passou a fazer compra de dólares no mercado à vista diariamente. Desde 15 de abril passado, ele chegou a fazer dois leilões no mesmo dia em quatro pregões.

Juros
As taxas, sobretudo as longas, passaram o dia em baixa, enquanto os DIs curtos recuaram em uma intensidade menor. No término da negociação normal da BM&F, boa parte dos contratos flertava com os ajustes anteriores, mas alguns vértices mantinham-se em queda.

Ajuste
O DI julho de 2010 (94.405 contratos) projetava 9,685%, de 9,69% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (502.520 contratos), estável, marcava 11,03%; o DI janeiro de 2012 (189.470 contratos) recuava a 12,38%, de 12,43% no ajuste de anteontem; e o DI janeiro de 2017 (13.945 contratos) recuava de 12,90% para 12,85%.

IPCA
Pela manhã, o IBGE informou que o IPCA de abril ficou em 0,57%, ante 0,52% em março. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas (0,46% a 0,62%), mas acima da mediana de 0,55%.
(Agência Estado)

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